Rodinaldo Luiz de Almeida, detido em flagrante efetuando descarte de lixo e entulho em via pública, foi solto na manhã desta quarta-feira (17). O motorista foi preso na segunda-feira (15) e ficou na Delegacia de Meio Ambiente (Dema).
Segundo a Polícia Civil, ele responderá o processo em liberdade. O alvará foi emitido mediante arbitramento de fiança pelo Judiciário. O crime ambiental de descarte de dejetos em via pública tem pena máxima superior a 3 anos de reclusão. Assim, só o juiz poderia arbitrar o valor a ser pago. A Polícia Civil não divulgou o valor desembolsado.
A Oplima, onde o condutor trabalha, também responderá pelo crime de despejo de entulho nas ruas, já que o motorista estava à serviço da empresa no momento no flagrante. Segundo a Dema, a Oplima já foi autuada três vezes, só este ano, por descarte de resíduos em via pública.
Prisão causou revolta
Na publicação feita pelo DOL, vários pessoas questionaram os "dois pesos e duas medidas" que seriam incoerentes ao tratar do caso da prisão de Rodinaldo de Almeida e a rápida liberação de três acusados de terem sequestrado duas mulheres no último sábado.
"Incrível como as coisas funcionam. O motorista que jogou lixo (concordo que deve haver punição) continua preso e os três que fizeram uma família refém foram soltos. Palmas pra nossa justiça", ironizou a internauta Ornella Oliveira.
Algo semelhante destacou Adriana Cordeiro Menezes: "esse motorista que jogou lixo na rua segue preso, aqueles três palhaços, 'vítimas da sociedade' que fizeram as meninas de refém na Pedreira, foram soltos em 12 horas.... essas leis são ótimas", desabafou.

Da esquerda para a direita: Gustavo Santos e Samuel Oliveira, ambos de 19 anos, e Jonas Ressurreição, 20, presos em flagrante no último sábado após assalto com reféns Foto: J.R Avelar
Muito internautas também destacaram o papel da empresa em que o condutor trabalha. "Fiquei com dó desse rapaz, cumprindo ordens de seus patrões pra garantir seu emprego. Agora caberia um bom processo dele contra empresa. Ficará com sua ficha suja por isso", afirmou a internauta Flávia Chaves.
Para o internauta Ivan Martins, "o pai de família fica preso e os assaltantes são soltos. Tudo invertido e tem mais: o empregado é mandado, ele não se manda", afirmou indicando uma maior parcela de "culpa" da empresa.
A reportagem do DOL tentou contato com a gerência da loja Oplima, mas não foi atendida.
(DOL)
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