Os moradores de Barcarena receberão 1 milhão de reais para investimentos na comunidade. O acordo foi assinado ontem entre a Associação Brasileira dos Exportadores de Gado (Abeg) e associações de moradores, com o intermédio da Companhia Docas do Pará (CDP). O recurso será destinado no auxílio das famílias afetadas pelo naufrágio do navio Haidar, de bandeira libanesa, que afundou no porto, em outubro do ano passado, carregado com 5 mil bois.
Com o acordo, o embarque de bois em Vila do Conde poderá ser retomado, pois o mesmo resolve o conflito entre empresas e a população. No porto embarcam, anualmente, cerca de 500 mil cabeças de gado para venda no mercado externo. Segundo a CDP, responsável pelo porto, os recursos serão repassados em duas parcelas de
R$ 500 mil. “Este passo é importante, pois o porto é estratégico para a produção e o desenvolvimento do Estado”, afirmou o ministro Helder Barbalho, que também participou diretamente da negociação.
Pelo acordo, as entidades beneficiadas vão apresentar uma lista dos itens a ser comprados para a comunidade beneficiada. A CDP estima que cerca de 1,2 mil famílias tenham sido afetadas pelos problemas causados com o naufrágio do Haidar. Na conversa com as associações de moradores de Barcarena, os exportadores de gado ressaltaram que o acordo assinado não tem vinculação direta com o acidente. Seria a tentativa de estabelecer as bases de um novo relacionamento mais próximo entre a comunidade e o setor produtivo, pois o Pará é responsável por cerca de 95% de toda a exportação de bois vivos do Brasil.
(Diário do Pará)
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