Diante de um cenário econômico ruim e incerto, quem sofre as primeiras consequências é a população. Sem crescimento na economia, a tendência é de desemprego no País inteiro. Para se ter uma ideia, 1,5 milhão de brasileiros foram demitidos em 2015. Mas o que fazer diante do fantasma do desempregado? Como se manter competitivo no atual mercado de trabalho? Como conseguir um novo emprego? Para ajudar a responder a essas e outras perguntas, o DIÁRIO criou uma nova série: “Raio X - Belém: O Mapa do Emprego”.

A partir desta segunda-feira (22), o jornal apresentará 5 reportagens especiais, com informações sobre o mercado de trabalho e dicas fundamentais de especialistas. Um guia criado para orientar a população sobre tudo o que você precisa saber para manter o seu emprego ou se recolocar no mercado de trabalho.
Nara d’Oliveira: diante da crise, é preciso se destacar. (Foto: Ricardo Amanajás)
O economista Roberto Sena, supervisor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (Dieese), no Pará, explica que a crise não começou no ano passado, mas teve diversos fatores que a desencadearam nos últimos 3 anos. A exportação caiu, o combustível aumentou e a energia ficou bem mais cara.
Assim, a renda do brasileiro caiu. E, se não há renda, não se vende e o comércio e a indústria reduzem a produção. “Essa é uma situação da qual não sairemos a curto prazo”, acredita Sena. “Talvez só saiamos dessa situação em 2017”, diz o economista.

Mas nem tudo são más notícias. A especialista em Recursos Humanos Nara d’Oliveira, da Gestor Cosultoria, explica que em toda época de escassez é preciso se destacar e se diferenciar. Com uma demanda grande e uma oferta pequena, o mercado está cada vez mais exigente. “O mercado quer um profissional bem informado, capacitado e que tenha experiência consistente, de preferência”, detalha.
Outro fator fundamental nesse momento de dificuldade é a qualificação profissional. Nara diz que é de suma importância a busca pela especialização. Ela cita como exemplo os cursos de idiomas, que são um adicional importante ao currículo. “Quem fala fluentemente outro idioma se destaca”, reitera. A importância da qualificação é compartilhada pelo diretor-geral do Grupo RBA, Camilo Centeno. “É importante que a pessoa procure evoluir”, diz. “O profissional que se acomoda corre o risco de ficar sem emprego. E a experiência ao longo da vida pesa muito na hora de conseguir um”.

(Michelle Daniel/Diário do Pará)
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