Novas drogas sintéticas atraem um número maior de usuários no mundo todo. Nbome e Metilona são duas novas substâncias psicoativas que estão circulando pelo Pará. A detecção foi feita pelos peritos do Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves, após análises em amostras de drogas apreendidas pela polícia paraense no ano passado.
“A primeira é um alucinógeno bem parecido com o LSD, que provoca alteração nos sentidos. A Metilona é um comprimido colorido que também deixa a pessoa transtornada”, explica a gerente do laboratório de toxicologia do CPC, Luciana de Melo.
VÍTIMAS
Mesmo nova, a droga já fez vítimas no país. O estudante Victor Hugo Santos, de 20 anos, sofria de intoxicação aguda por Nbome quando morreu afogado em uma festa da Universidade de São Paulo, no ano passado.
Segundo a Polícia Civil, muitas vezes o Nbome é comprado e consumido inadvertidamente por usuários que acham que estão tomando LSD. “Isso porque, como a droga é mais barata, a margem de lucro do traficante é maior”.
Estudos sobre a substância concluem que o Nbome apresenta riscos significativamente maiores de intoxicação severa, hipotermia, amnésia, acidose metabólica e convulsões que podem resultar em morte.
Já a metilona produz efeitos semelhantes aos do ecstasy (MDMA). É um estimulante que gera euforia e dá mais energia, e que também pode alterar a percepção sensorial. Produz taquicardia e elevação da temperatura corporal. Isso pode levar a hipertermia, desidratação, arritmias cardíacas, convulsão e até a morte.
GATO POR LEBRE
A Polícia Civil alerta que a maior parte dos consumidores dessas drogas não têm ideia do que compra. Na busca do efeito das “balas” (estimulantes da família das anfetaminas e do ecstasy) ou dos “doces” (alucinógenos da família do LSD), pode-se comprar uma droga nova, com potência e resultados distintos do que esperam. E as complicações podem ser fatais.
As substâncias já estão no rol de drogas sintéticas proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O uso e a venda delas são considerados crime.
(DOL com informações da Agência Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar