Após a denúncia de que a perita criminal e artista plástica Berna Reale teria sofrido ameaças e agressões verbais do diretor do Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves, Sílvio André Lima da Conceição, ele se defendeu e encaminhou o caso à Corregedoria do órgão.
A atitude preocupou a artista, que teme ser injustiçada após as investigações. Para pedir que o caso seja enviado a uma comissão externa, ela gravou um depoimento em vídeo, com legendas em inglês, para dar mais visibilidade ainda para suas queixas e pedidos. Berna pediu ajuda, inclusive, do governador do Estado, Simão Jatene.
Assista:
O caso da agressão repercutiu nacionalmente, já que Berna Reale é um dos principais nomes da arte contemporânea no país.
O caso
Na última quinta-feira (18), Berna Reale denunciou em seu perfil no Facebook um caso de constrangimento e ameaça que afirma ter sofrido no órgão on de trabalha, em Belém.
De acordo com a postagem, Berna havia perguntado a um superior sobre um determinado fato, porém, este teria se descontrolado, gritado e a insultado.
O Boletim de Ocorrência também foi compartilhado nas redes sociais. Veja a postagem na íntegra.
Sílvio André Lima da Conceição, diretor do Instituto de Criminalística, disse, em entrevista concedida à Folhapress, que ele teria sido ofendido e chamado de incompetente por Reale. O diretor confirmou que reagiu gritando, mas afirma que não houve agressão.
"Ela começou a gritar que eu era um machista, um covarde", afirmou. "Bati a porta na cara dela, depois ela ficou correndo no corredor, gritando. Em momento algum eu a agredi, empurrei. Não encostei um dedo nela, mas gritei por conta da loucura dela", disse.
(DOL)
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