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Crianças alérgicas estão sem leite em Belém

O que deveria ser obrigação está se tornando um tormento para Marcelle de Paula, mãe de uma criança de 1 ano e cinco meses. Ela procurou o DOL, na tarde desta terça-feira (23), para denunciar que a Prefeitura de Belém não está fornecendo de forma correta

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O que deveria ser obrigação está se tornando um tormento para Marcelle de Paula, mãe de uma criança de 1 ano e cinco meses. Ela procurou o DOL, na tarde desta terça-feira (23), para denunciar que a Prefeitura de Belém não está fornecendo de forma correta o leite “Pregomim”, para crianças alérgicas inscritas no Programa de Alergia Alimentar.

A filha de Marcelle é uma dessas crianças que tem alergia a proteína do leite de Vaca” APLV” e precisa do alimento especial. “O laudo da médica diz que minha filha deve receber oito latas por mês, ou seja, duas por semana. Ela está inscrita no programa desde novembro de 2015, mas desde o início de fevereiro eles já não estão entregando regularmente. Cada lata desse leito custa R$ 150”, denuncia.

(Foto: via WhatsApp)

Ela conta ainda que diariamente procura o posto de saúde na tentativa de receber o leite especial. “Eu e meu marido vamos lá, ligamos e até agora não conseguimos. Segundo as profissionais do posto de saúde de Fátima, a prefeitura está devendo os fornecedores e por este motivo não tem recebido o leite”.

Ela lamenta a situação. “Minha filha precisa desse leite para viver. Com isso, estamos tendo que gastar mais de mil reais por mês para comprar o leite que a prefeitura deveria fornecer. Porém, esses não são os únicos gastos que temos. Tenho que levar ela na consulta particular, que custa R$ 300, pois se for esperar pela prefeitura, as consultas são de seis em seis meses. Minha filha não consome alimentos comuns, é uma alimentação cara e especial”.

Marcelle finaliza dizendo que teme não só pela saúde da filha. “Muitas outras crianças estão nessa mesma situação. Caso minha filha tome o leite normal, ela tem diarréia, vômito, barriga inchada, infecção intestinal, entre outros problemas”.

O DOL entrou em contato com a Prefeitura de Belém e aguarda retorno.

(DOL)

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