A presença do navio Bravante VIII na Baía do Marajó marcava, na manhã de ontem, o início do processo que garantirá energia elétrica por meio de cabos subaquáticos para municípios do Marajó e da Calha Norte, região oeste do Pará. Os cabos conectarão as subestações de Vila do Conde, em Barcarena, à de Ponta de Pedras, no Arquipélago do Marajó.
Proporcionada a partir do investimento de R$130 milhões por parte da Celpa, a tecnologia é inédita no Estado. Assim que lançados no Rio Pará, os cabos subaquáticos afundam nas águas e são enterrados automaticamente no leito do rio. Todo o processo de lançamento, iniciado ontem simultaneamente em Ponta de Pedras e Barcarena, deve durar cerca de 12 dias para ser concluído.
Com 17 quilômetros de comprimento em cada um dos 2 circuitos, os cabos isolados e protegidos deverão garantir energia de melhor qualidade também nos municípios de Soure, Salvaterra, Cachoeira do Arari, Santa Cruz do Arari, Anajás, Chaves, Afuá, São Sebastião da Boa Vista e Muaná. Diante da perspectiva de que a obra beneficie diretamente cerca de 450 mil pessoas, o diretor de distribuição da Celpa, Daniel Negreiros, aponta que, com a mudança, a energia no arquipélago terá menos oscilações. “Essa tecnologia oferece energia mais forte, que proporciona o recebimento de grandes indústrias, o que pode alavancar a economia no Marajó.”
FIBRA ÓPTICA
Por meio dos cabos subaquáticos, 24 pares de fibra óptica interligarão a ilha do Marajó à rede pública de internet. A previsão é que a tecnologia possibilite o transporte de dados em alta velocidade, alcançando taxas de transmissão de cerca de 40 Gb por segundo. Ao todo, 40 quilômetros de fibra óptica serão implantados de Barcarena até Ponta de Pedras.
(Cintia Magno/Diário do Pará)
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