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Área externa do Mangueirão tomada pelo descaso

Muita lama, buracos, mato e sujeira. É esse o cenário visto por quem chega no estádio Jornalista Edgar Augusto Proença, o Mangueirão. Com as obras do BRT (Bus Rapid Transit) e do Ginásio Poliesportivo, na avenida Augusto Montenegro, a situação ficou ainda

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Muita lama, buracos, mato e sujeira. É esse o cenário visto por quem chega no estádio Jornalista Edgar Augusto Proença, o Mangueirão. Com as obras do BRT (Bus Rapid Transit) e do Ginásio Poliesportivo, na avenida Augusto Montenegro, a situação ficou ainda pior. Quando chove, então, o caos é total. Se a chuva demrar mais de 1 hora, a bilheteria do Setor A fica completamente alagada (foto acima).

Em dias de jogos, o quadro preocupa ainda mais, já que o grande volume de água dificulta a passagem de torcedores para o interior do estádio. No estacionamento, a falta de local para deixar os carros, a iluminação pública precária e a falta de segurança também são alvos de reclamações de quem frequenta a área para praticar atividades físicas ou aulas de direção. O estacionamento já foi apelidado de “rali”, por causa das lama e buracos.

Para o guardador de carros Luiz Carvalho, 46 anos, a falta de cuidados na área diminui as vagas do estacionamento e facilita a ação de assaltantes, até mesmo durante o dia. “Os motoristas colocam os carros onde conseguem. Eles se sujam todos”, afirma. Com pouco espaço apropriado, os veículos são estacionados até mesmo dentro de buracos.

AULAS

O espaço também é utilizado por condutores de autoescolas para treinos de direção, mas esta prática tem ficado complicada em função das precárias condições do estacionamento. O instrutor Evandro Moura, 49, diz que os buracos e a pista de terra dificultam o aprendizado dos alunos e também prejudica os veículos. “Os carros atolam. Quebram”, ressaltou Evandro. “Nunca vi o Mangueirão tão abandonado pelo Governo”, destacou.

Quando chove, uma das bilheterias fica parecendo uma piscina. (Foto: divulgação)

Com as obras do BRT, entulhos estão espalhados pelo chão, como tubos, pedaços de madeira, pedras e aterros. O receio é que alguns desses materiais sirvam de armas para vândalos em dias de jogos. O agente administrativo Roberto Paiva, 42, faz caminhadas todos os dias pelo entorno do estádio. Ele afirma que o espaço deveria estar sendo usado para a implantação de praça, com academia ao ar livre, por ser uma referência de esporte e lazer de Belém. “Na Augusto Montenegro, não temos ponto de recreação pública. O único que há está abandonado”.

Amanhã, no Mangueirão, o Remo jogará com o Independente. No domingo, jogam Paysandu e Àguia. Além de torcer por seu time, o cidadão terá de torcer também para que não chova no fim de semana.

SEM RESPOSTAS

O DIÁRIO contatou com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop) e com a Secretaria de Esporte e Lazer (Seel) para pedir respostas, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

(Roberta Paraense/Diário do Pará)

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