Assim que um novo mês inicia, a necessidade de ir até as agências bancárias para efetuar pagamentos ou realizar saques também traz, para muitos clientes, uma grande sensação de insegurança. Diante das ocorrências de ‘saidinhas bancárias’ e até mesmo de assaltos a caixas eletrônicos, há quem já limite horários e dias de ida aos postos de atendimento bancários.
Evitando ao máximo ir até agências bancárias localizadas em vias públicas, a apreensão faz parte da rotina da aposentada Rosa Dutra, 70 anos, sempre que precisa fazer uma transação pessoalmente. Buscando sempre a companhia de uma pessoa de confiança, ela não costuma entrar na agência sem antes observar atentamente o entorno. “Eu olho para os lados e se vejo que tem uma pessoa agindo estranho, eu desconfio logo e não entro”. A mesma suspeita é mantida sempre que alguém desconhecido lhe oferece qualquer ajuda dentro da agência.
Mesmo com todas as medidas de precaução, a aposentada não nega que a insegurança lhe acompanha durante todo o período que está no banco e, sobretudo, na saída. “A gente não tem segurança nenhuma. Quem deveria proteger a gente não faz, então a gente se vira como dá”.
Para que consiga pagar as contas a cada mês, a diarista Maria Nunes, 44 anos, se despe de qualquer objeto de valor antes de se dirigir para a agência que costuma frequentar. “É muito inseguro. A gente não tem garantia de nada”, acredita. “Eu venho no banco porque preciso, mas venho sempre com medo”.
Na tentativa de evitar qualquer abordagem de criminosos, a enfermeira Lene Oliveira, 46 anos, segue há anos uma regra própria. Os finais de semana não são dias de ir a bancos. Tudo o que for necessário fazer na agência, deve ser feito nos dias da semana e nos horários de maior movimento. “Eu acredito que deveria ter um policiamento melhor nessas áreas que têm agência”.
Esperando também ver a presença de mais rondas policiais nas ruas, o gráfico Márcio Veras, 42 anos, acredita que o período da noite é o de maior risco para quem precisa sacar dinheiro. Situação que ele também faz questão de evitar. “Hoje em dia a gente não tem mais segurança pra ir no banco na hora que quiser”.
CASOS REAIS
A preocupação do gráfico é justificada quando se tem conhecimento de novos casos de violência no entorno e até mesmo dentro de agências bancárias. Em denúncia recebida pelo DIÁRIO, um leitor, que pediu para não ser identificado por motivos de segurança, afirmou que foi vítima de um assalto, por volta de 20h30 do último dia 10 de fevereiro, dentro de uma agência bancária do Bradesco, localizada no avenida Senador Lemos, na Sacramenta. Enquanto estava no banco, a vítima contou que foi abordada pelo assaltante que chegou a perfura-lo pelas costas para obrigá-lo a sacar dinheiro através do caixa eletrônico. “O pior de tudo é que fui ao banco pagar aluguel e o imposto de IPTU. Faço minha parte como cidadão e o outro lado não faz a parte dele. Isso é uma vergonha!”.
7 DICAS PARA SUA SEGURANÇA NOS BANCOS
1 - Evite sacar valores elevados em agências, inclusive nos caixas eletrônicos.Isso ajuda a prevenir a chamada “saidinha bancária”. Nos casos em que o consumidor tiver necessidade de efetuar um pagamento elevado, o recomendável é fazê-lo através de transferências, utilizando-se de um DOC ou TED. O ideal é fazer saques em pequenas quantidades e, de preferência, em lugares movimentados e como shopping centers, supermercados e lojas de conveniência.
2 - Seja discreto e não conte dinheiro em público.Ninguém precisa saber quanto dinheiro o consumidor sacou. Por isso, discrição ao fazer o saque e ao guardar o dinheiro são fundamentais para não despertar a atenção dos infratores. Se precisar contar o dinheiro que sacou, procure fazer em algum local mais reservado da agência, longe de olhares curiosos.
3 - Procure ir ao banco sempre acompanhado, especialmente se você for idoso.Ao ir acompanhado à agência, o consumidor evita ser abordado por terceiros, principalmente quando efetua saques.
4 - Fique atento à distância entre você e outros consumidores.Caso o consumidor seguinte da fila se aproxime demais, aquele que está no caixa deve se prevenir ao digitar sua senha e, se possível, cobrir o teclado com sua mão. Uma das táticas de fraudadores é observar de longe o consumidor no momento em que a senha é digitada. Depois, de alguma forma, tenta ter acesso ao cartão por meio de roubo, de oferta de “ajuda” a pessoas com dificuldade em utilizar o caixa eletrônico, etc.
5 - Procure fazer saques em caixas eletrônicos nos horários de maior movimento.O consumidor deve priorizar o uso das salas de autoatendimento bancário nas agências e dos caixas eletrônicos externos em horários de maior movimento. No caso do autoatendimento, por exemplo, são os horários de expediente bancário.
6 - Evite sacar em caixas eletrônicos muito isolados, mesmo que em locais movimentados.Caixas eletrônicos podem estar em áreas de grande movimento, como postos de gasolina e restaurantes em estradas. No entanto, a localização específica dos caixas eletrônicos pode ser muito isolada evitando que infrações como furtos sejam percebidas por quem transita pelo local.
7 - Se o caixa eletrônico reter seu cartão, avise o banco imediatamente.Os caixas eletrônicos em geral não “engolem” o cartão do consumidor, mesmo que haja erro repetido de digitação de senha. Na maioria das vezes, isso acontece por instalação de dispositivo clandestino que retém o cartão. Caso o cartão seja retido, ligue imediatamente para o serviço de atendimento telefônico e relate a ocorrência.
Fonte: Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN)
(Cintia Magno/Diário do Pará)
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