Nos últimos 5 meses, 6 escolas públicas foram alvo de ações criminosas em todo o Pará. Somente em fevereiro, estudantes e funcionários de três unidades de ensino viveram momentos de pânico ao serem surpreendidos por bandidos. Preocupado com a violência que assola as escolas no território paraense, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp) vai processar o Governo do Estado e municípios. Ao total, cerca de 30 ações serão movidas pelo Sintepp contra o poder público por danos morais e materiais.
A primeira ação judicial foi movida ontem contra o município de Belém. A assessoria jurídica do Sindicato representou uma professora que, no dia 04 de fevereiro, foi vítima de roubo enquanto ministrava aula na Escola Municipal Teresinha Souza, em Ananindeua. Dois rapazes armados pularam o muro do colégio e invadiram uma das salas. Diante de dezenas de crianças, eles roubaram objetos pessoais da professora, apontaram uma arma em direção à cabeça dela e a ameaçaram de morte.
A docente registrou boletim de ocorrência, mas os envolvidos ainda não foram presos. “A servidora está em depressão e debilitada fisicamente”, afirma Walmir Brelaz, assessor jurídico do Sintepp. “Mesmo assim, ela continua trabalhando, sem a menor condição física e psicológica”. Ainda de acordo com o advogado, a ação ingressada ontem, junto à 1ª Vara da Fazenda, foi a primeira de várias, onde servidores pretendem processar o poder público pela ineficácia na segurança nas instituições de ensino.
Para Brelaz, o fato de deixar a população vulnerável à insegurança torna todos os Poderes Executivos culpados pelas ações criminosas. “Escola é onde se dá educação. Quando a violência entra nesse ambiente, é porque estamos à beira do caos”, disse o assessor jurídico do Sintepp.
(Michelle Daniel/Diário do Pará)
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