Caminhar pela rua Dois de Junho, no bairro de Águas Brancas, no município de Ananindeua, é considerada uma atitude de risco pela dona de casa Bruna do Vale, 19 anos, sobretudo quando está na companhia de sua filha, Alexandra, de 1 ano.
Segundo ela, as pessoas são prejudicadas tanto pela falta de calçadas como pelos enormes buracos que se espalham ao longo da via. Sem alternativa, na manhã de sábado (27), Bruna caminhava pela via com a sua filha em um carrinho e tentava desviar de caminhões, ônibus e outros veículos. O temor de que alguém da sua família seja atropelada é constante.
À noite, o perigo é intensificado pela má iluminação pública. “É horrível aqui. A gente não tem por onde caminhar com a criança”, reclama. Também morador do bairro, Bruno Rayol, 21 anos, lembra que já presenciou vários acidentes na Dois de Junho. Sem ter por onde andar, já que o local onde deveria existir a calçada é tomado pelo mato, as pessoas são obrigadas a dividir espaço com os veículos na pista e ainda desviar dos buracos cheios de lama. Porém, nem sempre essas habilidades conseguem sermantidas com sucesso.

Adultos e crianças se arriscam ao transitar pela rua Dois de Junho. (Foto: Elcimar Neves/Diário do Pará)
“Teve um homem que caiu em um buraco esses dias e até quebrou a perna. Já foram vários acidentes aí”. Irrestritos aos pedestres, os incidentes também atingem os veículos que trafegam pela via de mão dupla. Motorista de uma empresa de transporte de passageiros, Alexandre Santos, 33 anos, também já perdeu as contas de quantos veículos já caíram em buracos no local. “Uma vez o meu ônibus quase tombou porque eu estava tentando desviar desses buracos. Fica quase uma armadilha isso aqui”, afirma.
Veja imagens da via esburacada.
PERIGO
Segundo ele, o perigo fica maior quando 2 ônibus se aproximam em direções contrárias. Em decorrência das crateras capazes de danificar os veículos, um dos motoristas é obrigado a desviar pela contramão, enquanto o outro se aproxima. “Essa situação é um perigo e ninguém faz nada”, reclama o motorista .
Morador da área, o vendedor Laércio Oliveira, 39 anos, pede por manutenções imediatas na pista. “As pessoas têm de andar no meio da rua. Os carros ficam quebrando nesses buracos e o prefeito Manoel Pioneiro não faz nada. Eu nunca vi essa rua receber uma recapagem geral”. Para ele, a necessidade de manutenção constante na via é maior por causa da grande quantidade de caminhões e carretas que circula na Dois de Junho.
“Aqui passa muito veículo pesado. Quando chove, isso aqui vira um rio. Não tem asfalto que aguente muito tempo”, diz. A Prefeitura Municipal de Ananindeua foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.
(Cintia Magno/Diário do Pará)
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