Marcos Antonio Silva Andrade, de 21 anos, conhecido como “Novato”, foi condenado a 22 anos de reclusão pela morte do pedreiro Ewerton Palheta Ribeiro, 25 anos. O crime ocorreu em dezembro de 2013. O réu respondia ao processo na prisão e permanecerá preso. A informação foi divulgada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) nesta quinta-feira (03).
O promotor de justiça José Rui de Almeida Barbosa sustentou que o réu praticou homicídio qualificado por vingança: a vítima morreu por ser amigo de um inimigo do réu. Já a defesa, promovida pelo defensor público Allex Noronha, argumentou que Marco Antonio teria agido em legítima defesa.
Em interrogatório, o réu confessou que disparou a arma contra o pedreiro, alegando que Ewerton estaria prestes a lhe atacar. Ele também acusou a vítima, que conhecia desde criança, de ser usuária de drogas e “amigo de pessoas erradas”.
O pai e a mulher da vítima compareceram no júri e prestaram depoimentos. Eles disseram que a vítima era pessoa querida e trabalhava como pedreiro em parceria com o pai, que tinha a mesma profissão. Ewerton Palheta Ribeiro vivia em união estável com Keitiane Nascimento com quem tinha uma filha.
No dia do crime, por volta das 22h do dia 02/12/2013, a vítima estava com a filha no colo, na rua onde morava, numa passagem no bairro da Cabanagem. A mulher, que chegou no momento que o companheiro foi alvejado, disse que o réu teria pedido o celular, e quando a vítima se abaixou para deixar a criança no chão, recebeu um tiro na cabeça e em seguida mais dois no abdômen.
(Com informações do TJPA)
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