Além do extenso congestionamento, quem teve que trafegar pela rodovia Augusto Montenegro nesta sexta-feira (4) se deparou mais uma vez com o “canal” formado em meio a rodovia nas obras do BRT.
Um “novo” problema tem incomodado pedestres, motoristas e, principalmente, os moradores do entorno que temem que o “lago” no canteiro de obras, torne-se mais um criadouro das larvas do mosquito Aedes Aegypti, que transmite o vírus da Dengue e Zika.
“Moro na Augusto Montenegro e passo todos os dias e observo que esta obra é uma vergonha. Não existe gerenciamento, os operadores de máquinas estão sempre sem fazer absolutamente nada e o resto do pessoal esta sempre batendo papo, ou seja, a pergunta é, desse jeito quando essa obra vai acabar?”, indagou Aderbal.
“Interessante não é o fato de alagar, mas os engenheiros não terem pensado em algo para escoar esse piscinão e evitar a proliferação de vetores de doenças. Outro ponto interessante é a obra começar no fim do mandato da atual gestão”, opinou um internauta.

Moradores, motoristas e pedestres temem que a situação fique cada dia pior no local. (Foto: Celso Rodrigues)
A situação já havia sido denunciada pelo DOL, em Fevereiro deste ano, e em nota a Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) chegou a informar que, para solucionar os alagamentos, os engenheiros responsáveis fizeram avaliações para encontrar a melhor solução.
A secretaria afirmou ainda, que diversas medidas já haviam sido adotadas, dentre elas, o bombeamento da água empossada, e que uma solução definitiva estaria sendo providenciada, com a definição de um local para a drenagem definitiva sem prejudicar o ambiente ao redor da via.
Em nota, a Prefeitura de Belém informou que, juntamente com o consórcio responsável pela obra do BRT na Augusto Montenegro, continua realizando, diariamente, o bombeamento e a drenagem da água empossada nas canaletas.
A Prefeitura informou ainda, que para combater e prevenir o aparecimento de focos do mosquito Aedes Aegypti nessas áreas, uma equipe de funcionários do consórcio BRT foi treinada pela Sesma, especialmente para monitorar e eliminar possíveis focos na obra, e que eles percorrem, diariamente, toda a extensão da obra e onde encontram focos utilizam um produto químico para exterminá-los. Os funcionários também estão orientados a reforçar a limpeza, fazer retirada de entulhos e objetos que possam acumular água.
(DOL)
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