Em greve desde a última quarta-feira (2), os professores da rede municipal de São Miguel do Guamá, no nordeste do Pará, se reúnem na próxima quarta-feira (9), às 10h, com representantes do Ministério Público (MP) e da prefeitura local para tentar chegar a um acordo que encerre a paralisação. O encontro está marcado para acontecer no Fórum de Justiça da cidade. A adesão ao movimento grevista chega a 80% e conta com a participação de outros trabalhadores em Educação, o que soma algo em torno de 600 profissionais, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do município (Sintepp). A principal motivação seria o não cumprimento de pontos cruciais do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) da categoria, aprovado no final do ano passado.
MOTIVAÇÕES
Segundo Saulo Ribeiro, coordenador de Comunicação do Sintepp de São Miguel do Guamá, outros fatores como a ausência de merenda escolar e a falta de estrutura na Educação Infantil também motivaram a greve. Já foram realizados dois atos públicos pelas ruas da cidade como parte da agenda grevista, um na última quinta-feira (3) e outro ontem, que terminou em frente ao Fórum de Justiça do município, onde haveria uma reunião com o Poder Público. O encontro foi remarcado, porque o prefeito Francisco das Chagas Sá (PPS) estaria fora do município. A expectativa do Sintepp é de que se chegue a um consenso na quarta-feira, mas os trabalhadores em Educação adiantam que não haverá acordo caso não seja regulamentado o pagamento da hora-atividade dos docentes e do enquadramento de todos os trabalhadores em Educação no que rege o PCCR. Saulo diz que onde há aula os alunos saem cedo por falta de merenda.
REVINDICAÇÕES
Os cerca de 600 trabalhadores em educação de São Miguel do Guamá reclamam o não cumprimento de itens do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) da categoria. Além disso, eles pedem melhores condições para as unidades escolares e que se providencie merenda escolar. Segundo os grevistas, apenas algumas escolas mantiveram as aulas, mas os alunos estão sem a merenda.
(Carolina Menezes/Diário do Pará)
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