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Acidentes viram rotina em esquina do Guamá

No cruzamento da rua dos Pariquis com a travessa Castelo Branco, no bairro Guamá, há um bar e várias residências. Próximo dali, existe uma escola. Mesmo sendo um ambiente de intensa circulação de carros e pessoas, o local tem se tornado um dos mais perigo

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No cruzamento da rua dos Pariquis com a travessa Castelo Branco, no bairro Guamá, há um bar e várias residências. Próximo dali, existe uma escola. Mesmo sendo um ambiente de intensa circulação de carros e pessoas, o local tem se tornado um dos mais perigosos de Belém. A frequência de acidentes assusta moradores e pedestres.

Nos últimos dias, o DIÁRIO recebeu vários vídeos que registram colisões fortes de veículos. Uma das imagens mostra um acidente ocorrido na última terça-feira (1º), às 08h11. Dois carros batem praticamente de frente, após um deles avançar a preferencial. Um deles roda na pista. O outro sai do enquadramento da câmera. Alguns pedestres se assustam com a cena. No dia seguinte (2), às 16h29, uma nova colisão grave. Um táxi bateu de frente com outro veículo. Com o impacto, o táxi capota. Felizmente, não houve vítimas fatais em nenhuma das duas ocorrências.

Essa é apenas uma amostra do que é testemunhado rotineiramente por Elizabeth Maria, de 60 anos. Ela vende bombons em frente à Escola Municipal Francisco Nunes há 23 anos. São muitas histórias para contar. “Eu já vi acidente com morte aqui”, diz. Os riscos do cruzamento é motivo de preocupação da direção da escola há bastante tempo. A escola possui em torno de 800 alunos, de 06 a 15 anos de idade. “Várias direções já submeteram ofício a SeMOB pedindo providências”, revela Francinete Batista, 55, coordenadora pedagógica. Sua colega, também coordenadora pedagógica da escola, Marlete Passos, 40, diz, preocupada: “Os acidentes acontecem duas a três vezes por semana. A gente está correndo sério risco de sofrer uma tragédia sem precedentes”.

Na área, as faixas de pedestres estão com a tinta apagada. Uma delas quase inexistente. Além disso, não consta nem a placa que adverte os condutores da existência de escolas nas proximidades, obrigatória pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). A Prefeitura de Belém, por meio da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (SeMOB), informou em nota que desde julho do ano passado, toda a extensão da travessa Castelo Branco vem passando por ações de revitalização na sinalização. A SeMOB informa ainda que, atendendo solicitações da comunidade, o cruzamento foi incluído neste cronograma e agora já conta com sinalização. A partir de hoje, um semáforo, que já está em fase de instalação, passará a funcionar no local.

(Alice Martins Morais/Diário do Pará)

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