A segunda fase do Plano de Investimento em Logística (PIL), lançada há nove meses, tem colhido resultados mais que satisfatórios no setor portuário. Na área de portos, o Governo tem estimativa de investimentos no valor de R$ 34,4 bilhões em 2016. Até agora, 11 autorizações para portos privados foram assinadas, o que, de acordo com a pasta, representam investimentos de R$ 3,89 bilhões. Ainda estão sob análise 63 terminais. No caso dos portos públicos, a previsão é que 93 áreas sejam licitadas, alcançando R$ 16,23 bilhões em investimentos. Segundo a pasta, das 50 áreas inicialmente previstas, três, no porto de Santos (SP), foram licitadas até agora. Outras seis, no Pará, vão a leilão em 31 de março. A Secretaria de Portos informou que pretende lançar mais 20 áreas ainda neste semestre e outras 21 até o fim do ano.
AEROPORTOS
Ainda sobre o PIL, o Governo Federal já deu autorização para a concessão de aeroportos regionais, administrados por Estados. Juntas, as obras devem resultar em investimentos de R$ 198,4 bilhões. A previsão inicial era que os leilões aconteceriam em março, mas acabaram adiados para junho. O Ministério do Planejamento informou que o processo de concessão em infraestrutura envolve etapas como desenvolvimento do projeto, consulta pública, análise dos estudos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e leilão.
RODOVIAS
O ministério destacou que estão previstos para este ano a conclusão dos estudos de trechos de rodovias e leilão de 5 trechos de ferrovias. De acordo com o Ministério dos Transportes, foram selecionados 15 trechos de rodovias pelo país para participar da segunda etapa do PIL. Desses, 11 ainda estão na fase de desenvolvimento do projeto. O trecho da BR 163 está em fase de consulta pública. O Ministério dos Transportes informou que a expectativa é que esses dois últimos trechos de rodovias sejam concedidos ainda no primeiro semestre de 2016, enquanto os demais devem ficar para o próximo semestre. Segundo a pasta, a nova etapa do PIL prevê a concessão de cerca de 7 mil quilômetros e os investimentos devem girar em torno dos R$ 66 bilhões.
(Diário do Pará)
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