Dezesseis testemunhas prestaram depoimento, na segunda-feira(07), ao juiz Enguellyes Torres de Lucena, no Fórum Criminal de Belém, no processo sobre o grupo de extermínio que atuava em Igarapé-Miri com participação de policiais militares e gestores municipais.
As testemunhas foram apresentadas pela defesa de cinco dos 12 denunciados que respondem por participação em 15 homicídios e mais oito tentativas de homicídios e formação de quadrilha. Ainda faltam depor cerca de 20 testemunhas de defesa, moradores das cidades de Abaetetuba e Igarapé-Miri.
Só após esses depoimentos é que o juiz interrogará os réus - quatro estão foragidos e outros oito mantidos em casas penais da Região Metropolitana de Belém. As audiências estão sendo realizadas no fórum de Belém por medida de segurança dos trabalhos e pela proximidade com as Casas Penais onde estão custodiados os envolvidos.
Esta é a terceira audiência realizada. A primeira aconteceu no último dia 19 de fevereiro, quando foram ouvidas sete testemunhas de acusação. As próximas audiências estão marcadas para terça.
Conforme a acusação, o grupo responde por 15 homicídios e 8 tentativas de homicídio. A denúncia foi oferecida à Justiça em outubro de 2014 pela 7ª Promotoria de Justiça – Núcleo de Combate à Improbidade Administrativa e Corrupção. Na peça acusatória, “Pé de Boto” teria a relação dos bairros de Igarapé-Miri onde moram os que têm ficha policial e uma lista dos marcados para morrer. As vítimas seriam levadas por policiais militares para locais incertos e executadas sumariamente.
(Com informações do TJPA)
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