Com 33 anos de idade, Dado Cavalcanti, técnico do Paysandu, até poucos dias atrás era citado como o mais jovem treinador do futebol paraense. Mas, comparado com o comandante do Tapajós, Dado pode ser considerado um veteraníssimo. Caio Simões - filho do falecido técnico Maurício Simões, campeão estadual 12 vezes por diversas equipes do futebol nordestino -, com apenas 26 anos, assumiu o Boto com a saída de Marcos Píter após a fase de grupos da Taça Cidade de Belém. Com tão pouca idade, Caio acabou se tornando não apenas o mais jovem treinador do Pará, mas também o mais jovem treinador em atividade nos torneios de primeira divisão em todo Brasil.
E a primeira missão é justamente salvar o Tapajós, “caçula” do futebol paraense com pouco mais de três anos de idade, do iminente rebaixamento. Com apenas 1 ponto, o time está na lanterna da classificação geral. Caio comenta que a juventude é um fator que, de certa forma, ajuda na missão, pois comanda um grupo de jogadores jovens que ainda estão buscando seu espaço. “Eu acredito que a minha missão é ter a mesma mentalidade desse grupo de jogadores, também muito jovens e que querem agarrar a oportunidade”, comentou o treinador.
Para a retomada da missão, no duelo fora de casa contra o Cametá, na próxima quarta-feira, dia 16, o técnico poderá contar com alguns reforços. Mauryan, um dos mais experientes atletas do grupo, está em fase final de recuperação de lesão e deve ficar à disposição do comandante para a reestreia. Já o recém-contratado Serafim apenas aguarda a regularização.
O técnico estreou no empate em 1 a 1 com o São Raimundo, no último domingo, e deve comandar o time em mais um amistoso, neste sábado, na localidade de Curuará, contra a seleção local.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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