A violência crescente no Pará foi tema de discurso na Câmara Municipal de Belém, na manhã de ontem. O vereador Luiz Pereira (PR) criticou no plenário a forma de como a Segurança Pública está sendo conduzida pelo Governo do Estado. O parlamentar diz que cenas de violência se repetem constantemente, sem nenhum freio das autoridades. Ele cita a cena do círculo formado por reféns, durante o assalto na última sexta-feira (4), no Banpará, do município de Moju, no nordeste paraense. “É uma vergonha para um Estado como o nosso ser manchete nacional quando o assunto é violência”, declarou.
Para Luiz Pereira, é inadmissível que as quadrilhas - com integrantes até mesmo de fora do Pará - façam barbaridades e não sejam severamente combatidas. “A bandidagem está sem freio. A nossa segurança pública não para esses criminosos”, criticou. “Só na semana passada, foram cinco agências bancárias assaltadas, em quatro municípios de nosso Estado”.
Pereira acredita que o governador do Estado, Simão Jatene, deveria sentir “vergonha”. “Isso não é uma exposição positiva. O governador deve buscar junto ao Governo Federal o apoio das tropas federais”. Ainda na tribuna, o político lembrou que o Executivo justifica o pagamento de salários baixos para os policiais por conta da diminuição na arrecadação. “Como pode dizer isso, se ele (Jatene) isentou 20 grandes empresas a pagar ICMS (imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias)?”, indagou.
CASOS
Na madrugada da última quinta-feira (3), uma quadrilha invadiu e assaltou o Instituto de Previdência e Assistência Social do Município de Belém (Ipamb), localizado na avenida Almirante Barroso, próximo à travessa Enéas Pinheiro. Os suspeitos arrombaram pelo menos três caixas eletrônicos. O segurança teve sua arma roubada e os médicos e pacientes foram feitos reféns, amarrados, amordaçados e trancados em uma sala. Já no dia 4, a polícia registrou roubos em pelo menos 3 agências bancárias em diferentes regiões do Estado.
Em Moju, cerca de 10 homens invadiram um banco e fizeram vários reféns. Já em Parauapebas, no sudeste paraense, um bando fez um buraco na parede dos fundos de outra agência. Na cidade de Bom Jesus do Tocantins, os criminosos explodiram caixas dentro de duas agências, localizadas uma em frente à outra. Durante a fuga, dois carros foram jogados dentro do rio Tocantins, na divisa do Pará com o Maranhão.
(Roberta Paraense/Diário do Pará)
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