Apesar dos prejuízos para o trânsito e veículos, os buracos nas ruas de Belém são tão comuns como a irritação que causam nos motoristas. O DIÁRIO percorreu vias dos bairros do Marco, Pedreira, Canudos, Guamá, São Brás e Umarizal. Pelo caminho, deparou com muita buraqueira.
No fim do ano passado, a travessa Angustura passou a ter sentido único entre as avenidas João Paulo II e Antônio Everdosa e se tornou bastante movimentada. Consequentemente, apareceram ainda mais buracos. No perímetro entre as avenidas Duque de Caxias e Visconde de Inhaúma, no Marco, sa crateras preocupam condutores e moradores. “Com o trânsito mais intenso, os buracos apareceram mais”, diz William Lima, 49 anos, que há 6 anos trabalha em um lava-jato na via. Quando chove, segundo ele, a situação fica pior por causa da grande quantidade de lama. “Os carros passam na poça e espirram essa água suja para todos os lados”, comenta.
Na rua Antônio Everdosa, entre as travessas Mariz e Barros e Mauriti, na Pedreira, a pista está com 5 buracos. O motorista de táxi Antônio Gonçalves Dias, 39 anos, diz que, para evitar prejuízos, os condutores precisam dirigir ainda com mais cuidado.
“Temos de desviar ou vamos ter problema com os amortecedores e com a suspensão do veículo”, reclama. Para o motorista Tiago Almeida, 26 anos, a buraqueira aumenta o risco de acidentes e também pesa no bolso, principalmente de quem dirige.
“Regularmente quebra uma coisa ou outra no carro ao passar por algum buraco”, afirma.
CUIDADO
O motorista de táxi Adão Sousa, 59 anos, afirma que precisa tomar muito cuidado, sobretudo com os buracos menores. “Os pequenos buracos são os piores. Não vemos e acabamos passando rápido. Belém está com as ruas cheias deles”. O taxista afirma que já teve gastos com alinhamento e balanceamento do seu carro por causa desse problema nas ruas de Belém.
Os pequenos buracos são os piores. Não vemos e acabamos passando rápido”, Adão Sousa - Taxista (Foto: Cezar Magalhães)
Francisco Neto, diretor de imprensa do Sindicato dos Taxistas do Município de Belém (Stabepa), reclama que tem de trocar os pneus de seu carro com mais frequência. “Passando pelos buracos, os pneus cortam. No inverno, o motorista teme duas coisas: as mangas e os buracos”, reclama.
Na travessa Teófilo Conduru, entre a avenida Gentil Bittencourt e a rua Dr. Américo Santa Rosa, no Guamá, há outros 3 buracos. “A Prefeitura de Belém vem, joga um asfalto qualquer, mas não resolve”, lamenta o mototaxista Alberto Reis.

(Roberta Paraense/Diário do Pará)
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