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Médico pede socorro para salvar paciente no Guamá

"O que fazer quando não se pode fazer nada?". A pergunta é de Jesse Soares, médico do Hospital Pronto Socorro Municipal Humberto Maradei Pereira, localizado no bairro do Guamá, em Belém. Ele usou seu perfil no Facebook para compartilhar mais um drama inst

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"O que fazer quando não se pode fazer nada?". A pergunta é de Jesse Soares, médico do Hospital Pronto Socorro Municipal Humberto Maradei Pereira, localizado no bairro do Guamá, em Belém. Ele usou seu perfil no Facebook para compartilhar mais um drama instalado no HPSM neste sábado (12).

O funcionário relata o desespero ao saber que mais um paciente da unidade de saúde pode falecer sem o acolhimento devido e ele "não vai poder fazer nada para impedir".

Veja o relato completo feito neste sábado:



O que fazer quando não se pode fazer nada? Mais uma vez no HPSM Guamá, mais uma vez um paciente irá a óbito e eu não...

Publicado por Jesse Soares em Sábado, 12 de março de 2016

Após algumas horas, a postagem de Jesse teve centenas de interações e quase 200 compartilhamentos. Entre os comentários, internautas criticam a postura da gestão municipal diante do problema instalado na saúde de Belém.

"Gente, as pessoas precisam saber que isso não é normal. Para isso existe MP. Quem se achar prejudicado por esse mané abre um processo coletivo contra a pessoa dele", destaca uma amiga do denunciante em seu perfil na web. "Lamentável".

"Triste situação rotineira". "É triste a situação que estamos. Falta tudo", comentam outros internautas.

O DOL entrou em contato por e-mail com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) para solicitar um posicionamento do órgão, questionando se a demanda de atendimento no HPSM do Guamá não diminuiu com os pacientes transferidos para o PSM da 14, se o número de leitos foi reduzido e se a demanda aumenta no final de semana.

Neste domingo (13), a manchete da edição do DIÁRIO DO PARÁ traz mais uma grave denúncia sobre irregularidades encontradas no PSM do Guamá. O jornal já está nas ruas!

EX-VENDEDOR DE BOMBONS

Esse não é o primeiro desafio enfrentado por Jesse. Em novembro de 2013, o DOL publicou uma matéria contando a comovente história da vida do jovem, que era vendedor de bombons e lutava para concluir o curso de Medicina no Pará. Após uma campanha realizada na web, ele conquistou o seu maior sonho.

"No início da semana, eu estava desesperado, sim, desesperado, não há outra palavra pra expressar, completamente desorientado, não conseguia estudar, nem pensar direito. Quando não havia saída, quando não havia luz, quando tudo parecia ter chegado ao fim, tudo mudou. Terça-feira, lá pelas 19h, eu estava na rua, subindo e descendo de ônibus, com a boca seca, mal conseguia falar, mas vender era preciso", escreveu em seu perfil no Facebook, na época.

"Lá vem o 902, 'Cidade Nova VI - Presidente Vargas', vendi 20, senti a bacia ficar mais leve, o desânimo sumiu, veio mais ônibus, sobe, desce e assim eu continuei", continuou. Na época, Jesse estava com 25 anos.

Jesse com o diploma de Medicina nas mãos. (Foto: Reprodução/Facebook)

(DOL)

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