A vila de Algodoal, uma das quatro que formam a Ilha de Maiandeua, localizada no município de Maracanã, na região do Salgado, nordeste do Pará, amanheceu neste sábado (12) tomada pela cheia da maré.
Em uma das áreas da vila, os moradores tiveram que sair às ruas de canoa. A invasão da água, segundo a própria população, foi provocada pela maré alta que se repete anualmente no Estado durante esse período do ano.
Ainda segundo relato de quem vive na região, a alta da maré derrubou parte do muro de uma das mais famosas pousadas de Algodoal e ainda metade do trapiche da ilha.

Ponte ficou destruída com a força da maré. (Foto: divulgação)

Moradores da ilha precisaram sair de canoas das casas. (Foto: divulgação)
Internautas comentaram sobre o fenômeno em Algodoal. "Na minha opinião isso que está acontecendo nesta época em Algodoal não é e nunca foi uma novidade. A cada ano sempre há a tendência da maré ser mais destruidora", comentou um.
"Isso é esperado em todas as grandes marés, especialmente as de março. Não é novidade nem houve grandes danos, todos os moradores das áreas próximas ao mangue sabem que a água vai chegar lá, tanto é que as casas são todas bem altas. Então não há motivos para preocupação. A pousada do Boiador não foi parcialmente destruída, houve somente uns danos no muro e na maloca que fica no deck", relatou outro internauta na página "Algodoal Ilha do Amor", no Facebook.
MARÉ ALTA
O fenômeno chamado maré de sizígia é comum entre os meses de março e outubro. As marés alta e baixa estão ligadas à força de gravitacional da Lua e da Terra.
No Pará, o alagamento de ruas aumenta, pois, além da maré há a presença constante das chuvas durante o mês de março.
Nos últimos dias, a capital paraense e outros distritos da região foram castigados pela maré. Neste sábado, a força da maré foi tão grande que ondas chegaram a invadir comércios em Outeiro, distrito da capital.
O mercado do Ver-o-Peso, em Belém, também foi invadido pelas águas.
(DOL)
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