O laudo final dos Bombeiros liberou o PSM do Guamá para funcionar nas atuais condições, após mudanças como o funcionamento das bombas que alimentam os hidrantes, equipamentos de onde poderá sair água em caso de incêndio.
O município informou ao CBM que treinou 45 brigadistas. Exigência básica em qualquer estabelecimento por onde transita grande número de pessoas, a presença dos brigadistas não era cumprida no PSM da 14, nem no Guamá. No laudo, o CBM informa que a Prefeitura entregou “todos os documentos solicitados”.
O DIÁRIO pediu acesso a esses documentos, mas a resposta da Corporação foi que, mesmo sendo de órgão publico, os documentos são “individualizados e fazem parte de um processo cuja guarda pertence ao setor responsável pela regularização e que sua publicação só é autorizada mediante ordem superior”.
Em suma, o acesso foi negado. Com isso, a população não pode saber que documentos são esses. Outro ponto gravíssimo e não explicado pelo Governo é a ausência do projeto de combate a incêndio. No parecer do CBM, o vistoriador responsável, tenente Sandro Tavares, afirma que “o projeto será entregue pela empresa ‘Total Engenharia’ Ltda, conforme contrato de prestação de serviço assinado pela empreiteira com a Secretaria Municipal de Saúde”. Assim, o PSM do Guamá continua funcionando sem um projeto de combate a incêndio, justamente a causa da tragédia no PSM da 14, em junho do ano passado.
Outro caso intrigante: uma das exigências dos Bombeiros era a inversão da porta principal do PSM do Guamá, para facilitar a saída de pessoas em uma emergência. A Prefeitura alegou que não poderia fazer a mudança e ficou por isso mesmo. No novo laudo, o CBM se limita a dizer que “não há condições de fazer a inversão do sentido da porta principal”.
O corpo de Bombeiros enviou o laudo para a Promotoria Militar, que já encaminhou o documento para os Ministérios Públicos Estadual e Federal, que devem analisar se o local tem mesmo condições de funcionar. Na última terça-feira (8), o DIÁRIO pediu, por telefone e e-mail, entrevista com o secretário de Saúde de Belém, para tratar do assunto desta reportagem, mas não teve resposta.
(Rita Soares/Diário do Pará)
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