O ex-comandante do Corpo de Bombeiros, Nahum Fernandes, foi denunciado à Justiça, pelo promotor militar Armando Brasil, por fraude em documentos e falso testemunho no processo que apura as causas do incêndio no Hospital do Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti (PSM da 14), ocorrido em 25 de junho. Segundo a denúncia de Brasil, já aceita pela Justiça, após o incêndio, o alto comando do Corpo de Bombeiros agiu para livrar o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, da responsabilidade pela tragédia. O prefeito também está sendo investigado em ação comandada pelo procurador de Justiça, Nelson Medrado. Três pessoas morreram após o incêndio e a Polícia Civil não abriu nenhuma investigação para apurar se as mortes tinham relação com o incêndio. Seis meses depois, um dos corpos foi exumado com parte da apuração, que corre em segredo de Justiça.
De acordo com o Procedimento Investigatório Criminal (PIC), instaurado pelo Núcleo de Combate à Improbidade Administrativa e Corrupção do Ministério Público (MP) e acompanhado pela Promotoria Militar do Estado (PME), os oficiais do CBM erraram duas vezes: não exigiram que a Prefeitura resolvesse problemas encontrados durante uma vistoria feita em janeiro de 2014 no PSM da 14 (um ano e meio antes do incêndio) e após a tragédia, segundo o MP, para evitar que Zenaldo fosse responsabilizado pela tragédia.
Na denúncia, o promotor diz que Nahum Fernandes e seus subordinados diretos mentiram em depoimento e omitiram informações em documentos públicos como o laudo que apontou as causas do incêndio.
(Rita Soares/Diário do Pará)
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