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“Não foi feito nada no PSM da 14”, diz vereador

Na recepção do PSM da 14, Clerilda Cristina Brasil, 52 anos, passava mal, na tarde de ontem. “Viemos da Santa Casa porque disseram que lá não tinha leito. Chegamos aqui, informaram que minha irmã só seria atendida se tivesse vindo de ambulância”, lamentou

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Na recepção do PSM da 14, Clerilda Cristina Brasil, 52 anos, passava mal, na tarde de ontem. “Viemos da Santa Casa porque disseram que lá não tinha leito. Chegamos aqui, informaram que minha irmã só seria atendida se tivesse vindo de ambulância”, lamentou Rita de Cássia, irmã da paciente. Clerilda estava com pneumonia. Reinaugurado há 20 dias, o PSM da 14 permanece de portas fechadas para o atendimento emergencial.

O drama de Clerilda foi presenciado pelos vereadores Fernando Carneiro (PSol), Sandra Batista (PCdoB) e Amaury Filho (PT), que voltaram ao hospital para realizar uma vistoria. Por volta das 15h de ontem, os parlamentares chegaram ao PSM da 14. Porém, a direção da unidade demorou a dar um retorno. Os parlamentares, então, comunicaram o recepcionista que estavam entrando, mesmo sem a presença do responsável pelo PSM.

O funcionário tentou impedir: “vocês são autoridade na Câmara (de vereadores), não aqui”, disse o recepcionista. “Não precisamos de autorização porque somos autoridades. Já esperamos muito e a nossa prerrogativa é fiscalizar o Executivo”, respondeu Sandra Batista.

A reportagem do DIÁRIO conseguiu entrar no hospital junto com os parlamentares. Foram cerca de duas horas de vistoria em todas as alas da unidade. Os 3 andares do prédio que foi reformado estão prontos para receber os pacientes. Entretanto, somente o centro cirúrgico e internação estão funcionando. O atendimento pediátrico, clínica médica e urgência
continuam sem uso.

Por que não está funcionando totalmente? Esse questionamento foi feito pelos vereadores ao diretor do departamento de urgência e emergência, da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), Ivison Carvalho, que acompanhou os vereadores durante a vistoria. Segundo ele, a direção optou por realizar a abertura do PSM da 14 gradativamente.

TERCEIRIZAÇÃO

“A gente continua preocupado. Não houve um acréscimo no quantitativo de leitos. Parte do caos do Guamá vai ser transferido para cá”, disse Fernando Carneiro. Para ele, não se pode considerar o Hospital Samaritano como de retaguarda porque não tem equipamentos necessários. “A saúde de Belém vai continuar deficitária”, lamentou.

Para Amaury Filho, o hospital deveria estar fazendo o atendimento completo um dia após ser reinaugurado. “Mas não ocorreu. Isso significa que, por enquanto, não foi feito nada no PSM da 14”, reclamou. Ivison Carvalho garantiu que, amanhã, (16) o PSM da 14 será aberto para a comunidade. O diretor confirmou aos vereadores que os serviços de alimentação, recepção, lavanderia, segurança, nutrição, laboratório, anestesiologia e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica estão sendo terceirizados. Contudo, não soube explicar qual o critério de escolha das empresas que atuarão no hospital.

(Michelle Daniel / Diário do Pará)

Veja também:

PSM é "pior do que hospital de guerra"

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