Entre as capitais brasileiras, Belém tem a 7ª cesta básica mais cara do Brasil. Pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que, em fevereiro deste ano, a alimentação básica dos paraenses comercializada em Belém voltou a ficar mais cara, com reajuste de 8,64% em relação a janeiro. Hoje, o consumidor que quiser comprar óleo, arroz, feijão e outros itens considerados essenciais no dia a dia, terá de desembolsar R$ 406,86. Em janeiro, os mesmos itens podiam ser comprados a R$374,50.
Segundo o Dieese, o produto que mais encareceu foi o tomate, com reajuste de 26,35%, seguido da farinha de mandioca, com alta de 21,18% e a banana, com aumento de 9,68%. Nos supermercados de Belém, o quilo desses produtos é encontrado, em média, a R$3,56, R$4,35 e R$5,29, respectivamente.
Os consumidores estão sentindo no bolso o reajuste identificado na pesquisa. Nos supermercados da cidade, a reclamação é geral e muitos dizem que o poder de compra da cesta básica não só caiu como reduziu o consumo nos domicílios. O comerciante Antônio Xavier, 63, faz compras no supermercado semanalmente.
Entretanto, nos últimos meses, tem pesquisado para tentar encontrar preços mais em conta. “Não tem mais como comprar tudo. O jeito é reduzir a quantidade de itens, levar somente o extremamente necessário”, diz. O contador Paulo dos Santos, 30, afirma que é impossível não sentir a diferença nos preços dos alimentos. “O que eu comprava até o ano passado certamente agora não tenho mais como levar pelo mesmo valor. Está muito caro”.
DIETA
Para quem faz dieta alimentar, o gasto é ainda maior. A costureira Antônia do Carmo, 47, cuida de idosos e reclama dos itens que compõem a alimentação. “Leite e frutas são, sem dúvida, os que mais pesam no bolso. Simplesmente não dá para comprar
todos os dias”, garante.
(Leidemar Oliveira / Diário do Pará)
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