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Belém é uma das piores cidades em saneamento

O Pará tem 3 de seus maiores municípios incluídos entre os 10 piores serviços de coleta de esgoto do País. Além de Belém, onde apenas 12,7% da população podem contar com esse atendimento, Ananindeua e Santarém também aparecem entre os piores serviços do B

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O Pará tem 3 de seus maiores municípios incluídos entre os 10 piores serviços de coleta de esgoto do País. Além de Belém, onde apenas 12,7% da população podem contar com esse atendimento, Ananindeua e Santarém também aparecem entre os piores serviços do Brasil, com índice zero de coleta. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Trata Brasil. A pesquisa analisou os indicadores de água tratada, novas ligações realizadas, coleta e tratamento de esgoto e investimento em saneamento, dentre outros serviços. Em quase todos, Santarém, Ananindeua e Belém aparecem entre os piores índices.

Segundo o levantamento, metade da população brasileira ainda não tem esgoto coletado em suas casas e cerca de 35 milhões de pessoas nem sequer têm acesso a água tratada no País. Neste quesito, mais uma vez, Ananindeua e Santarém ficam entre as 10 piores do Brasil. Em Santarém, 45,34% da população usufruem de água tratada, enquanto que em Ananindeua apenas 26,89% dispõem desse serviço. Em termos de tratamentos de esgoto, a situação é ainda pior. A capital paraense realiza apenas 2,25% e Ananindeua e Santarém novamente apresentam 0% de tratamento.

O Trata Brasil também analisou as novas ligações de água tratada. O resultado foi que, na análise da evolução das ligações, em pelo menos 37% das 100 maiores cidades brasileiras foram feitas mais de 80% das ligações faltantes.

Em Santarém, 45% da população têm água tratada. Em Ananindeua, 26,89%. (Foto: Daniel Pinto/Arquivo)

LIGAÇÕES

Por outro lado, 25 dos maiores municípios do País fizeram menos de 20% de ligação. Seis cidades realizaram menos de 1%, entre elas Ananindeua e Belém. A média das 100 cidades foi de 28,47%, ou seja, os municípios estão fazendo pouco mais de um quarto das ligações que faltam para universalizar o atendimento de água tratada. “Caso se mantenha o ritmo atual, estimamos que só teremos serviços de saneamento universalizados a partir de 2050”, afirma Gesner Oliveira, autor do estudo.

PESQUISA

INVESTIMENTOS - Segundo o Instituto Trata Brasil, metade dos R$ 12,2 bilhões investidos em saneamento no País ficou concentrado nas 100 maiores cidades brasileiras. Porém, o estudo aponta que64% das cidades analisadas investem menos de 30% do que arrecadam com a tarifa de água e esgoto cobrada dos consumidores.

DADOS - O Ranking do Saneamento nas 100 MaioresCidades foi feito com base nos dados de 2014 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), divulgados no mês passado pelo Ministério das Cidades.

(Luiza Mello/Diário do Pará)

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