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Trafegar na Rodovia do Tapanã é desafiar o perigo

Não importa se é pedestre, motorista, ciclista, caminhoneiro ou motociclista. Quem passa pela Rodovia do Tapanã, no bairro com o mesmo nome, tem que fazer malabarismo para desviar dos buracos que chegam a ocupar mais da metade da pista, além das poças de

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Não importa se é pedestre, motorista, ciclista, caminhoneiro ou motociclista. Quem passa pela Rodovia do Tapanã, no bairro com o mesmo nome, tem que fazer malabarismo para desviar dos buracos que chegam a ocupar mais da metade da pista, além das poças de água e lixo. A via dá acesso a outros destinos mais afastados do centro de Belém, além de abrigar grandes indústrias.

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O problema de infraestrutura já se arrasta por algum tempo, mas agora, no período de chuvas, se agravou, com o aumento dos buracos. No início do trajeto, sentido Icoaraci-Belém, já é possível se deparar com o abandono. Com asfalto desgastado e sem acostamento, os pedestres são obrigados a andar no meio da rua. Já os condutores, precisam driblar a poça de água ao lado esquerdo da pista.

TRANSTORNOS

A mão dupla, em alguns pontos da via, como entre a Escola Estadual Maria Heloísa de Castro e o final da linha do ônibus Tapanã-Presidente Vargas, o risco de acidente fica mais evidente. “Não podem passar dois ao mesmo tempo. Tem acidente aqui quando os carros não param”, disse o caminhoneiro César Lima. A duplicação da pista é um sonho antigo dos moradores da área. O autônomo Alberto Tavares, de 57 anos, diz que a prefeitura já fez várias promessas, e até agora nenhuma foi cumprida. “Já fizemos abaixo-assinado, levamos à Sesan (Secretaria de Saneamento) e na Prefeitura. Eles prometem duplicar e nada”, diz.

O motociclista Rodrigo Jordan, 23, que faz ação de marketing na área, já foi vítima de um acidente ao desviar de um buraco.

“Graças a Deus, não me machuquei. Mas tenho medo de andar aqui”. Ao final da via, onde inicia a Rua São Clemente, outra cratera exige atenção para cruzar a pista.

Há 15 anos morando no local, Edvando Moedo, 30, reclama das crateras e lamenta ainda os prejuízos com o carro. “Meu pneu da frente já ficou preso. Gastei R$250 para trocar. O carro está todo arrebentado pelos buracos”, comentou.

PMB diz que cuida da área

Em nota, a Prefeitura de Belém informa que intensificou as obras de manutenção e recuperação asfáltica na cidade em trechos de diversas ruas e avenidas, incluindo a Rodovia do Tapanã. Segundo o texto, mais de 90 toneladas de massa asfáltica estão sendo utilizadas na manutenção do pavimento de ruas e avenidas.

Sobre os alagamentos, a informação oficial é que um caminhão hidrojato auxiliou os trabalhos de recuperação, sugando a água acumulada na pista para que a massa asfáltica fosse aplicada. Já sobre a sujeira e mato, afirma que a equipe de limpeza urbana faz a roçagem e limpeza das laterais da pista para ajudar o escoamento da água da chuva no local.

(Roberta Paraense/Diário do Pará)

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