Mulheres de vários países participam da 60ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, nos Estados Unidos. O evento encerra hoje. Em pauta, o empoderamento feminino e o desenvolvimento sustentável das sociedades. A deputada federal Elcione Barbalho, procuradora da Mulher da Câmara dos Deputados, representou o parlamento brasileiro no evento e avalia se tratar de um momento ímpar para o Brasil.
“Essa é a segunda sessão que participo. Todos querem saber sobre a Lei Maria da Penha, considerada, internacionalmente, como uma das melhores no combate à violência de gênero”, disse Elcione. “As pessoas querem entender a experiência brasileira nesse assunto”. A deputada reconhece que o Brasil ainda precisa avançar muito nessa questão, mas vê com otimismo o cenário futuro para as mulheres no País. Elcione Barbalho lembrou que além da Lei Maria da Penha, a recém aprovada Lei do Feminicídio (crime de gênero), sancionada no ano passado, já começa a surtir efeitos. “Em Brasília, um estudante da Universidade Federal que matou sua ex-namorada e colega de sala, pelo simples fato de ela não querer reatar o namoro, foi preso imediatamente após confessar o crime”, contou a deputada. “Isso já é resultado do nosso trabalho”.
FORÇA E GARRA
A parlamentar paraense também citou a atuação da Secretaria Nacional de Política para as Mulheres na briga pela equidade de gênero. “No Brasil, a força e a garra das mulheres que ocupam as poucas cadeiras nos legislativos e nos espaços decisórios acaba sendo um contraponto”, destacou Elcione. “Somos pequenas em número, mas gigantes em nossa união e garra para assegurar os direitos das mulheres brasileiras”, afirmou.
COMPROMISSOS
Este ano, o encontro da ONU promove mais de 400 atividades, em Nova Iorque, para debater a participação das mulheres na busca pelo desenvolvimento sustentável. Mais de 90 países prometeram tomar medidas concretas para promover a inclusão econômica das mulheres, protegê-las de violações e prestar apoio em casos de crises, como o atual surto de zika e fenômenos climáticos extremos.
(Diário do Pará)
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