Para se planejar financeiramente, o primeiro passo é conhecer a real situação financeira da sua família, organizando as próprias contas. O economista Nélio Bordalo Filho, 55 anos, vice-presidente do Conselho Regional de Economia do Estado do Pará (Corecon-PA), diz que a pessoa deve elaborar uma planilha orçamentária, que pode ser eletrônica ou em um caderno.

Nesse “relatório”, deve-se começar com o cálculo das despesas mensais e despesas fixas e variáveis, deduzindo das receitas mensais (salário, rendimento de aluguel, rendimentos extras). “É preciso ser o mais realista possível”, explica. Assim, ela terá o resultado concreto do que tem de recursos, a partir da subtração de receitas menos as despesas. Caso o resultado seja negativo, o que comprova que a pessoa está gastando mais do que ganha, é imediata a necessidade de rever o orçamento e identificar em que itens de despesa deve haver uma redução (por exemplo, economizar na conta de energia), até que haja uma situação positiva. “Tendo alcançado o valor para começar a poupar, essa estratégia deve ser seguida nos demais meses”, ensina.
MEIO TERMO
Nélio afirma que não é preciso também virar um “pão duro” na hora de lidar com o dinheiro. “Eu acredito que o meio termo entre economizar e gastar é o ideal”, garante. Ele explica que o gasto com o consumo de bens e serviços é saudável, tanto para a economia de uma região ou país.
“Mas é importante ter algo para momentos de aperto ou para a concretização de um desejo”. Garantir uma boa saúde financeira ajuda na
qualidade de vida.
Ele diz ainda que, quanto mais cedo houver esse planejamento, mais fácil será a construção de um patrimônio. “A pessoa também fica motivada para continuar ganhando dinheiro e reinvestindo ou guardando mais”, garante. Com o tempo, o investimento pode ser diversificado, com outros tipos de rendimentos.
(Alice Martins Morais/Diário do Pará)
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