Os casos de microcefalia em bebês, causados pelo Zika Vírus, continuam a crescer no Pará. Segundo o último boletim epidemiológico divulgado ontem, pelo Ministério da Saúde, o Estado registrou, até o dia 26 de março, 20 notificações suspeitas da má formação e uma confirmação de caso. No dia 13 de fevereiro, haviam 10 casosem investigação.
Na região Norte, o Pará é o terceiro no ranking dos estados com o maior número de casos suspeitos de microcefalia, atrás apenas do Tocantins, que concentra 115 casos; e do Acre, que já possui 28 notificações da má formação em bebês. Com 1.207 investigações em curso, o estado de Pernambuco, na região Nordeste, continua liderando as incidências de microcefalia por influência do Zika em todo o Brasil.
Nesta semana, os Estados do Acre, Amapá, Santa Catarina e Rio Grande do Sul informaram ao Ministério da Saúde a circulação do vírus em seus territórios, o que levou o Governo Federal a concluir que todas as Unidades da Federação estão com a presença do Zika. Em pouco mais de um ano, o Brasil já notificou 6.776 casos de microcefalia e/ou má formação, dos quais 944 casos foram confirmados.
OUTRAS CAUSAS
Além do vírus da Zika, a microcefalia em bebês pode ter como causa diversos agentes infecciosos como sífilis, toxoplasmose, outros agentes infecciosos, rubéola, citomegalovírus e herpes viral. A orientação às gestantes para prevenção ao mosquito Aedes aegypti é manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes para grávidas.
(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)
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