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Dinheiro do Pará escorre para a publicidade

Um dos maiores ralos por onde escorre o dinheiro público no Pará é a propaganda. Dados do balanço do Estado revelam que entre janeiro de 2011 – quando assumiu o governo – e dezembro de 2015, já foram gastos R$ 216 milhões em propaganda. Para 2016, a previ

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Um dos maiores ralos por onde escorre o dinheiro público no Pará é a propaganda. Dados do balanço do Estado revelam que entre janeiro de 2011 – quando assumiu o governo – e dezembro de 2015, já foram gastos R$ 216 milhões em propaganda. Para 2016, a previsão é de sejam gastos R$ 38 milhões, somando um total de R$ 253,7 milhões, em 6 anos de governo.

Em janeiro deste ano, o DIÁRIO revelou esses dados e mostrou que, com o dinheiro usado na propaganda, seria possível investir na melhoria dos serviços públicos. Com o dinheiro que já foi consumido em publicidade seria possível, por exemplo, construir 5 hospitais semelhantes ao Metropolitano de Urgência e Emergência. Os recursos dariam também para construir 44 novas escolas ou 3,6 mil casas populares.

Em uma análise simples, reduzindo as inserções oficiais da administração Jatene à frente do Estado em rádio, TV, jornal e internet já garantiria boa parte da meta. E o principal, sem aumentar ainda mais o desemprego com o corte de pessoal, assim como poderia evitar a suspensão de concursos públicos anunciados para este ano.

A incoerência nos cortes chama a atenção do servidor público que prefere ser identificado como Luiz A., por temer represálias na repartição onde trabalha como concursado, desde 2011. “É difícil aceitar esse sacrifício, quando a gente liga a TV e o intervalo comercial está repleto de propaganda do Governo do Pará”, reclama. “Será que cortar isso também não poderia ajudar os cofres públicos?”, questiona.

EM NÚMEROS

R$ 216 milhões foram gastos por Jatene com Publicidade, entre os anos de 2011 e 2015. Para 2016, estão previstos mais R$ 38 milhões.

O QUE DEVERIA SER FEITO

- Redução dos valores gastos com gratificações e vantagens variáveis.

- Suspensão de contratação de servidores temporários, criação de cargos, empregos ou funções.

- Fica proibida a contratação de consultorias e celebração de aditivos de contratos administrativos.

- Também estão suspensas as reestruturações de órgãos e entidades e criação de gratificações, cessão de servidores com ônus para o Governo do Estado, criação ou implantação de planos de cargos, carreiras e remunerações que impliquem aumento das despesas

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