Antonio Martins Xavier, 37 anos, acusado de tentar matar a ex-companheira Arlete Santos da Cunha, 38 anos, foi absolvido durante júri da 1ª Vara do Júri de Belém, sob a presidência do juiz Edmar Pereira. Por maioria dos votos os jurados acolheram tese do defensor público Alex Noronha. A informação foi divulgada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA).
A promotora de Justiça, Lucinery Helena Resende Ferreira do Nascimento, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, sustentou a tentativa de homicídio.
Nenhuma testemunha compareceu ao júri, nem mesmo a ex-companheira e vítima do atentado. Para a coordenadora de enfrentamento da violência contra a mulher, o comportamento tipifica a dependência psicológica e até financeira da mulher em relação ao agressor, de perdoar as agressões.
Conforme a acusação, o réu conviveu com a vítima por 11 anos, tendo gerado uma criança do relacionamento, que à época estava com 6 anos. Por volta das 5 da manhã do dia 2 de novembro de 2007, já há três meses separado da mulher, o acusado invadiu a casa dela, armado com uma faca de cozinha, desferindo-lhe duas facadas no abdômen e outra na região inguinal, além de produzir escoriações na região do tórax.
O réu alegou diante dos jurados que não invadiu a residência da ex-companheira. Ele disse ter batido à porta, que uma enteada adolescente abriu para que ele entrasse. Ele alegou que encontrou a mulher dormindo ao lado de um homem e houve uma briga entre eles, quando ela, para socorrer o amante, o enfrentou com uma faca, com a qual se feriu.
O fato ocorreu em uma quadra da Rua da Olaria, no Guamá, onde a vítima residia com suas filhas, uma adolescente e a criança filha de ambos.
(Com informações do TJPA)
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