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“Pikachu não tem nada a ver com isso”, diz pai

Um dos assuntos mais comentados desta quarta-feira (6) é o caso da tentativa de assalto que aconteceu na tarde de ontem (5), em Belém. No episódio, Pedro Lisboa, 22 anos, tentou roubar o cordão de ouro de um policial militar, que reagiu ao assalto e deu t

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Um dos assuntos mais comentados desta quarta-feira (6) é o caso da tentativa de assalto que aconteceu na tarde de ontem (5), em Belém. No episódio, Pedro Lisboa, 22 anos, tentou roubar o cordão de ouro de um policial militar, que reagiu ao assalto e deu três tiros no acusado. Ao ser abordado pela polícia, Pedro disse que era filho do sargento Carlos Lisboa, 44, que é pai do jogador Pikachu, cujo nome real é Yago Lisboa.

Aos 23 anos, Pikachu foi atleta do Paysandu e atualmente joga no Vasco da Gama. Durante a apuração, o DIÁRIO conseguiu documentos e registros policiais, que comprovam a paternidade de Pedro Lisboa. Mas o jornal preferiu não publicar os documentos para preservar a família do atleta. O fato, no entanto, tinha de ser noticiado, por envolver uma pessoa pública e admirada por todo o Pará. Para esclarecer o assunto, o DIÁRIO conversou com o próprio pai de Pikachu. Confira trechos da entrevista:

DIÁRIO: O senhor é pai de Pedro Lisboa, o rapaz que tentou assaltar um PM?

Lisboa: Não sou o pai dele.

DIÁRIO: Mas seu nome aparece como pai, em todos os documentos de Pedro.

Lisboa: É que, no papel, eu sou pai. Mas, na prática, não.

DIÁRIO: Como assim?

Lisboa: Nos anos 1990, eu tive um caso com a mãe desse rapaz. Na época, ele tinha uns 3 anos, mas não tinha registro, não estudava. Eu quis ajudar e resolvi registrar a criança em meu nome.

DIÁRIO: O senhor sabia que ele tinha envolvimento com crimes?

Lisboa: Não. Eu me afastei da mãe dele há muito tempo. Hoje, só quero saber da minha família, minha mulher e meus 2 filhos: Pikachu e a irmã dele.

DIÁRIO: Por que o senhor acha que Pedro citou o senhor e Pikachu logo após ser baleado pela polícia?

Lisboa: Acho que ele queria usar o meu nome, que sou sargento da PM, e o de Pikachu para se livrar da PM.

DIÁRIO: O senhor pensa em ajudar Pedro?

Lisboa: Se ele escolheu esse caminho do crime, é problema dele. Eu só quero cuidar da minha família. Pikachu não tem nada a ver com isso tudo.

DIÁRIO: Pikachu e Pedro se conhecem?

Lisboa: Não. Eles nunca teveram nenhum tipo de convivência. Como falei, eu me afastei da mãe desse rapaz há muito tempo. Não quero minha família envolvida com gente que comete atos ilícitos. Só quero preservar minha família e meus dois filhos.

(DOL)

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