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Alunos fecham via durante protesto na Marambaia

Na manhã desta sexta-feira (08), um grupo de alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Cornélio de Barros interditou a avenida Dalva, bairro da Marambaia, em Belém. Os estudantes reclamam das condições da estrutura da instituição e interdit

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Na manhã desta sexta-feira (08), um grupo de alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Cornélio de Barros interditou a avenida Dalva, bairro da Marambaia, em Belém.

Os estudantes reclamam das condições da estrutura da instituição e interditaram a via para chamar atenção e cobrar melhorias da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Outra reclamação é a possível diminuição de carga horária na escola.

Nos últimos dias, alunos de outra escolas também fizeram protestos. Na quarta-feira (06), um grupo de estudantes da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Santana Marques interditou a avenida Augusto Montenegro, próximo ao Conjunto Panorama XXI, bairro do Mangueirão, em Belém. Eles reclamam das condições ruins da estrutura da instituição. Carteiras quebradas, problemas nas paredes, falta de merenda escolar e mesmo insegurança fazem parte do cotidiano dos alunos.

Já na quinta-feira (07), alunos da rede estadual de ensino fazem manifestação contra a redução de aulas em todas as disciplinas da matriz curricular do ensino médio.

Em nota, a Seduc informou que na próxima semana umaa equipe de engenharia fará levantamento das necessidades de manutenção predial para que seja feita uma ação emergencial nas instalações físicas da escola.

A nota também informa que, com as mudanças, professores e alunos terão uma melhor organização das atividades pedagógicas, além de benefícios econômicos, já que o aluno do diurno poderá cursar a disciplina Educação Física no mesmo turno, eliminando uma despesa adicional com transporte urbano. Do ponto de vista pedagógico, as propostas possibilitam a melhor organização dos horários escolares, com responsabilidade e acompanhamento das atividades acadêmicas. Também será possível oferecer aos professores, um tempo maior de intervalo entre os turnos para descanso, alimentação e deslocamento, que hoje, em média, é de 45 minutos, informou a Seduc.

No que se refere ao Ensino Médio pelo período diurno, a proposta está estruturada com base em uma carga total de 3.520 horas para os três anos que integram essa etapa, e que convertida para hora-relógio (60 minutos) chega a um total de 2.640 horas.

Ainda segundo a nota, a Seduc trabalha em sala cinco módulos/ aulas de 40 minutos, o que corresponde a três horas e 20 minutos por dia. Ainda segundo a proposta, também seria reduzido o chamado sétimo período, que efetivamente não é cumprido nas escolas da rede, pois, para que isso acontecesse, as aulas da manhã teriam que ser estendidas até as 12h45, as da tarde até as 18h45, e as da noite até as 22h45.

Em relação ao ensino médio noturno, a proposta foi estruturada com carga total de 3,6 mil horas-aula de 40 minutos para os três anos que integram essa etapa. Na conversão para hora-relógio (60 minutos), atinge-se um total de 2,4 mil horas, portanto, dentro do que determina a legislação em vigor (Lei nº 9394/1996, art.24, inciso I), finalizou a Seduc.

(DOL)

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