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68 ônibus assaltados em 3 meses

Usar os ônibus como meio de transporte, em Belém, significa correr riscos maiores. Somente na sexta-feira (8), ocorreram 2 assaltos dentro dos coletivos. Os crimes terminaram com 9 pessoas feridas, 3 baleadas e 1 assaltante morto. Segundo o Sindicato dos

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Usar os ônibus como meio de transporte, em Belém, significa correr riscos maiores. Somente na sexta-feira (8), ocorreram 2 assaltos dentro dos coletivos. Os crimes terminaram com 9 pessoas feridas, 3 baleadas e 1 assaltante morto. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, em 3 meses -do início de janeiro deste ano até o último dia 1°-, ocorreram 68 assaltos ônibus na Região Metropolitana de Belém (RMB).

Para quem trabalha nos veículos, a situação é insustentável. Apenas este ano, o Sindicato dos Rodoviários fez 2 protestos em Belém. Também reuniu com a Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup) para tentar conter esse tipo de ocorrência. Porém, o problema continua. “Não sabemos mais o que fazer, para quem pedir, pois o Estado não faz nada”, desabafou Edilberto Ventania, diretor da entidade. O sindicalista ressalta que foi feito, ao Governo do Estado, pedido de fiscalizações diárias em alguns pontos.

“Fizemos um mapa dos locais mais perigosos. Pedimos uma delegacia especializada. Porém, não tivemos respostas”, afirmou. A dona de casa Isabela Rocha, 28 anos, mora perto da Praça do Jaú, na avenida Senador Lemos, bairro do Telégrafo, onde ocorreu um dos assaltos, no dia 8.

PÂNICO

Para ela, o crime, às proximidades de sua casa, aumentou o pânico de quem vive por ali. “Temos medo. Aqui sempre foi perigoso andando. Agora é também nos ônibus”, observa. Ela costuma pegar os coletivos diariamente para levar sua filha à escola. “Dentro dos ônibus não temos para onde correr. Se tiver tiro, podemos ficar feridos”, comenta.

A operadora de caixa Iracy Motta, 25, diz que voltar para casa, no Telégrafo, é sempre um risco. “Toda Belém é perigosa. Mas aqui, temos assaltos constantes”. Ela afirma que já foi roubada dentro de um ônibus, em 2015. “O menino pediu o meu celular. Ele estava com uma faca. Eu dei e ele saiu correndo”. Segundo o recepcionista Evandro Liz, 49, a insegurança tem deixado as pessoas reféns. “Ter medo de sair de casa ou pegar ônibusem Belém já virou rotina”.

Um dos assaltos de sexta-feira (8) ocorreu na rodovia BR-316. (Foto: Antônio Melo/Diário do Pará)

Ele nunca foi assaltado, mas conhece várias vítimas. “Minha irmã com os meus sobrinhos já ficaram na mira de uma arma, dentro de um ônibus”. Em nota, a assessoria de imprensa da Polícia Militar (PM) afirma que atua na área da Senador Lemos, por meio do 1° Batalhão PM, com rondas, duas viaturas e duas motocicletas.

A PM ainda diz que uma dupla de policiais fica na praça do Jaú diariamente, a partir das 16h. “Essas ações tem diminuído os assaltos na área, mas o comando local intensificará ainda mais os meios e ações para prevenir e reprimir os delitos”.


ASSALTOS DO ÚLTIMO DIA 8

Um dos assaltos de sexta-feira (8) ocorreu dentro de um ônibus da linha Telégrafo - Ver-o-Peso, na avenida Senador Lemos, nas proximidades da ponte do galo. Dois homens anunciaram o assalto e atiraram contra 1 passageiro, que teria reagido. Os disparos provocaram pânico e alguns passageiros saltaram do veículo em movimento. Oito pessoas ficaram feridas e uma foi baleada. Os ladrões fugiram.

O 2º caso ocorreu por volta das 21h, na BR-316, perto da barreira da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Ananindeua, onde o ônibus da linha Marituba-São Brás foi assaltado por 3 pessoas. A ação criminosa foi interceptada por um policial que estava no veículo. Na troca de tiros, 1 ladrão morreu no ônibus e uma passageira ficou ferida. Um dos assaltantes foi preso. O outro fugiu.

LOCAIS MAIS PERIGOSOS

Veja os locais com mais registros de assaltos a ônibus, segundo o Sindicato dos Rodoviários de Belém:Estrada Nova , Senador Lemos, Arthur Bernardes e bairros do Paracuri, Pratinha, Jurunase Terra Firme, em geral.

(Roberta Paraense/Diário do Pará)

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