O Conselho Regional de Medicina (CRM), visitou, ontem à tarde, o Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti (PSM da 14), reformado recentemente. “A função do CRM é fiscalizar estabelecimentos médicos. Olhar se tudo está em situação regular“, disse Oscar Pereira, da comissão de fiscalização do CRM, composta por 3 profissionais. Segundo ele, foram verificadas as condições de trabalho dos médicos, bem como a situação dos medicamentos e equipamentos. O resultado da vistoria ainda não foi divulgado.
Enquanto os profissionais do CRM visitavam o hospital, do lado de fora o pedreiro Benedito de Nazaré Campos, 53 anos, pedia que o seu pai, de 95 anos, recebesse atenção no PSM da 14. Segundo o filho, Raimundo Campos foi diagnosticado com dois nódulos no fígado, mas ainda aguardava transferência para outro hospital com melhores condições de atender o seu caso.
Segundo Benedito, o exame de ultrassonografia, realizado em um posto de saúde de Marituba detectou os nódulos. O idoso, então, foi transferido para o PSM da 14, onde está internado há 10 dias. O filho acredita que Raimundo está sendo vítima de negligência no hospital.
“Aqui fizeram outro exame e disseram que não tem nada no fígado. Ele está com a barriga inchada, sente dor e não se alimenta, mas tiraram o soro dele”, disse. Benedito foi informado que o seu pai seria transferido na segunda-feira (11), o que não aconteceu. O pedreiro chegou a buscar ajuda na Defensoria Pública do Pará, mas foi informado que era necessário um laudo médico. “Pedi o laudo, masestão me negando isso”.
ESPINHA
Também indignada, a dona de casa Elizete Sousa viajou de Santo Antônio do Tauá, acompanhando a sua sogra, que está com uma espinha de peixe na garganta. Elas buscaram atendimento no PSM da 14 na segunda-feira. Porém, o médico pediu que voltassem ontem, sem sucesso. “Chegamos às 8h de hoje (ontem). Minha sogra deveria fazer um exame para ver como a espinha está na garganta, mas o especialista não chegou”.
Ainda segundo Elizete, a paciente foi orientada a fazer o exame em jejum, mas a espera já durava 6h. “Ela está com fome e sede e não pode comer. O especialista não chegou”. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.
(Emily Beckman/Diário do Pará)
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