O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) homologou o resultado do edital de derrocamento do Pedral do Lourenço, vencido pela DTA Engenharia LTDA em fevereiro deste ano. A proposta empresa foi de R$ 520,6 milhões e representou uma economia de R$ 40 milhões ao Governo Federal, reduzindo em 7,15% a previsão para a execução da obra. O ministro da Secretaria Especial de Portos, Helder Barbalho, que trabalhou junto ao Ministério dos Transportes e o Dnit para a realização da licitação, comemorou o resultado.
Helder Barbalho ressaltou que a população paraense passa agora a ter prazos estabelecidos para a execução da obra de retirada das pedras que impedem o transporte na hidrovia Tocantins. O derrocamento consiste em desgastar os pedrais que impedem a navegação de comboios de carga durante os meses de setembro a novembro, período em que o rio fica mais raso.
“Vencemos uma etapa. A partir de agora tem início a execução do contrato”, comemorou o ministro Helder. “Desejamos que, o quanto antes, possam ser confeccionados e aprovados os projetos complementares”, disse, cintando, como exemplo, os projetos executivo e o licenciamento ambiental. O importante, segundo o ministro, é que essas ações aconteçam e que a economia do Pará se fortaleça
a partir do projeto.
PEDRAL
No Pedral do Lourenço possui 43 quilômetros de extensão no Rio Tocantins e está localizado entre a Ilha do Bogéa e a cidade de Santa Terezinha do Tauri;
O derrocamento viabilizará o tráfego contínuo de embarcações e comboios em 500 quilômetros, de Marabá a Vila do Conde;
A plena navegabilidade no Tocantins facilitará o escoamento das produções agrícola, pecuária e mineral do Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás e Mato Grosso, que tem o Porto de Vila do Conde e a região do baixo Amazonas como destino;
O Porto de Vila do Conde tem posição privilegiada em relação ao mercado europeu e ao norte-americano, além de rota com capacidade operacional estimada em 20 milhões de toneladas para 2025;
O empreendimento representa mais um passo em direção à mudança na matriz de transportes brasileira;
Atualmente, apenas 5% da carga no País é transportada por hidrovias. O transporte aquaviário é mais econômico e sustentável, pois reduz custos e diminui a emissão de poluentes, aumentando a competitividade da produção brasileiro no exterior.
(Luiza Mello / Diário do Pará)
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