Servidores públicos do Pará, ligados a 15 entidades sindicais, protestaram, na tarde de ontem, em frente à sede da Secretaria de Estado de Administração (Sead), no bairro do Marco. Os trabalhadores ficaram ainda mais insatisfeitos depois que foram informados do adiamento, de ontem para terça-feira (19), da reunião que haveria com representantes do Governo de Simão Jatene.
As entidades receberam o comunicado 3h antes do horário marcado para a reunião, que seria às 15h. Os servidores cobram 30% de reajuste salarial, aumento no valor do auxílio alimentação de 50% para quem recebe até R$ 325 e de 25% para quem recebe acima desse valor, dentre outras reivindicações.
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Trânsito do Pará (Sindtran), Élison Oliveira ressalta que esta é a 3º vez que o Governo adia uma reunião para apresentar o índice de reajuste salarial. Ele afirma que, se não houver avanços na reunião de terça-feira, existe possibilidade de ocorrer uma greve no serviço público estadual.
GOLPE
“Não garantir o reajuste salarial, além de ilegal, representa um golpe do Governo para com o servidor”, diz Oliveira. O sindicalista afirma que não há como negociar uma proposta inferior aos índices da inflação. Já Ribamar Santos, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Pará (SindSaúde), diz que a categoria cobra ainda a implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR) da Saúde. “Não estamos impondo. Porém, propostas de parcelamento ou de não ter reajuste pode levar a uma greve”, garante Santos.
(Pryscila Soares / Diário do Pará)
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