Grávida e com um filho de apenas 1 ano no colo, a secretária Lucite da Cunha, 33, não perdeu tempo. Na manhã de ontem, no 1º dia da campanha de vacinação contra a gripe em 81 municípios paraenses, foi até a Unidade de Saúde da Providência, em Belém, para garantir a proteção de sua família.
“Eu estava muito preocupada com os casos de gripe que estão aparecendo. Fiquei feliz por saber que a gente podia se vacinar logo”, disse. Assim como Lucite, muita gente foi até as unidades de saúde garantir a imunização contra a doença. Em alguns estados, como o Pará, a campanha nacional, prevista para iniciar no próximo dia 30, foi antecipada.
Um dos motivos é o aumento no número de casos da gripe A, causada pelo vírus H1N1. A campanha vai até 20 de maio. Em Belém, cada posto de saúde recebeu 1 mil doses para iniciar a imunização. Com 60 anos, o soldador Walmir Barbosa entrou no grupo de risco por causa da idade e foi garantir a sua vacinação na Unidade de Saúde da Sacramenta.
MOVIMENTO
“Foi tranquilo e com bom atendimento. Quando soube que teria a campanha, vim logo no primeiro dia”, afirmou. Na unidade da Providência havia um grande número de idosos. Um deles foi a pensionista Maria Lima, 80, que participa da campanha há 10 anos. “É muito importante a gente se prevenir como pode. Quando venho ao posto de saúde, aproveito para fazer outras coisas, como tirar a pressão arterial”. Na unidade da Providência, foram recebidas cerca de 100 pessoas, de 8h às 10h, em 2 salas de vacinação, Apedar da movimentação, o atendimento estava sendo considerado tranquilo. Já no posto da Sacramenta, a demanda era ainda maior. Com 3 salas de vacinação, em menos de 3h já tinham sido aplicadas 500 doses.
VÍRUS
A vacina previne contra os 3 tipos de vírus de gripe que mais circulam (H1N1, H3N2 e influenza B).
PÚBLICO-ALVO
Tem prioridade na vacinação o grupo formado por gestantes, crianças com idade entre 6 meses e menores de 5 anos, puérperas (mulheres que tiveram filho recentemente), trabalhadores de saúde, pessoas com mais de 60 anos, povos indígenas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos que cumprem medidas socioeducativas e detentos, além de funcionários do sistema penitenciário.
CUIDADOS
Segundo o Portal do Ministério da Saúde, pessoas com alergia ao ovo não devem receber a vacina. Quem está com imunodepressão, natural ou medicamentosa, deve receber orientações do médico.
(Alice Martins Morais/Diário do Pará)
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