Familiares de crianças matriculadas na Escola Estadual de Ensino Fundamental Paula Frassinetti, no bairro do Umarizal, em Belém, estão desesperados. As atividades no colégio ainda estão paradas após um mês do início oficial das aulas na rede pública. O drama começou no ano passado, quando foi constatada a falta de condições para suportar a comunidade escolar. A Escola Paula Frassinetti foi fechada para uma reforma de mais de R$ 446 mil.
Familiares buscam respostas e vivem frustração
IMPROVISO
Foi então que os alunos foram remanejados à Escola Anísio Teixeira, que ficou superlotada. As salas de aula tiveram de ser improvisadas em áreas de convivência e delimitadas por pedaços de tecidos. Segundo a recepcionista Ana Paula Morais, 35 anos, mãe de Gustavo, 8, foi apenas depois de uma denúncia do DIÁRIO que as obras da reforma tomaram ritmo. Com isso, as famílias foram informadas que neste ano letivo as turmas retornariam à Paula Frassineti e teriam aulas de acordo com o calendário estadual.
Entretanto, em março, encontraram as portas fechadas, supostamente em razão de as obras ainda não estarem finalizadas. Desde então, foram informadas uma série de previsões seguidas para o início das atividades, nenhuma delas cumprida. “Agora, depois de tanta enrolação, disseram que ainda não tem previsão”, relata Ana Paula.
Mas, a despeito do que é alegado, o DIÁRIO constatou, junto a familiares de alunos, que, aparentemente, as salas estão em bom estado, com salas e banheiros construídos. As paredes estão pintadas adequadamente e algumas salas já estão mesmo com ar condicionado. “A gente vê que o colégio tá pronto, então por que não liberam? Meu filho está hiperativo em casa, ansioso para voltar para a escola”, reclama a mãe.
EM NÚMEROS
446 mil é o valor, em reais, da reforma da Escola Estadual Paula Franssinetti, que continua de portas fechadas.
(Alice Martins Moraes/Diário do Pará)
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