O Hospital Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti (PSM da 14), em Belém, foi reinaugurado há menos de 2 meses. Entretanto, continua alvo de reclamações. A unidade não consegue fazer um atendimento eficiente.
Paulo Ronaldo, estudante do ensino médio, é uma das vítimas dessa situação. Com apenas 25 anos, na quarta-feira (20), ele começou a sentir que seu corpo estava perdendo os movimentos. A família imediatamente o levou para o PSM da 14. Porém, no local, Paulo recebeu apenas duas medicações- uma delas um analgésico-, e foi liberado.
No dia seguinte voltou a sentir os mesmos sintomas. Novamente, a família levou o paciente para o PSM da 14. Paulo chegou ao hospital por volta das 17h. Entretanto, ficou esperando em uma cadeira de rodas até 22h, segundo sua sobrinha, a estudante Jéssica Morieta (27).
EXAME
Nesse período, seu estado de saúde foi se agravando. Além da paralisia parcial, passou a perder a lucidez. “Ele já está delirando. Porém, nada é resolvido. Nenhum exame foi feito. A gente fica no desespero e não sabe nem o que ele tem”, desabafa Jéssica Morieta. A estudante afirma que foi reclamar da situação para uma enfermeira, mas recebeu uma resposta dura. “Ela me disse que tinha gente em estado pior, que já estava esperando no corredor há 3 dias”, afirma.
Apenas por volta das 10h de ontem, a família foi avisada de que Paulo faria uma tomografia. “Só o que fizeram foi maquiar o PSM. Muitas pessoas estão passando pelo mesmo que a gente”, afirma Jéssica. A Secretaria Municipal de Saúde foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.
PSM da 14
O atendimento de urgência e emergência no PSM da 14 foi retomado no dia 16 de março deste ano. Entretanto, a sua reinauguração ocorreu no dia 25 de fevereiro. Já o atendimento parcial iniciou no dia 2 de março. Antes disso, o PSM ficou fechado durante 8 meses em uma reforma de R$ 15 milhões, após incêndio que atingiu o prédio em 25 de junho de 2015. Três pessoas morreram por causa da tragédia.
(Alice Martins Moraes/Diário do Pará)
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