Passar pela ponte do canal do galo, no bairro da Pedreira, em Belém, tem sido uma tarefa cada vez mais árdua. O local virou um lixão a céu aberto e parte do seu entorno está deteriorado. Por causa do uso frequente de tratores para a retirada de entulhos, um buraco está se formando ali perto. Segundo pessoas que moram próximos ao canal, se nenhuma providência for tomada, o risco é de que a parede de proteção do canal desabe, deixando o espaço totalmente exposto.
O lixo doméstico fica misturado com pedaços de madeira, galhos de árvores, restos de construções e até sofás e aparelhos televisores. O resultado disso é mau cheiro, sujeira para todo lado, além de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. O acúmulo de lixo no canal também contribue para os constantes alagamentos naquela área.
SOLUÇÃO
A situação incomoda bastante o aposentado João Benedito Lima, 66 anos, que mora perto do canal há 15 anos. Ele pede uma solução urgente para o problema. Segundo Benedito, os próprios moradores mandam limpar o lixo, mas a medida não surte efeito. “Vem carroceiro e joga de novo. Nós pagamos IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para quê?”, questiona. Moradora da travessa Timbó, a aposentada Elza Gaia, 82, evita passar pela ponte, já que sobra pouco espaço para o tráfego dos pedestres.

Até sofás são jogados perto da ponte do galo. Sujeira também toma conta das redondezas do canal da Visconde. ((Ney Marcondes/Diário do Pará)
“Tem um buraco enorme lá. O lixo também prejudica a saúde”, diz. O grande acúmulo de lixo não faz parte da realidade apenas do canal do galo. O que fica na avenida Visconde de Inhaúma, esquina com a travessa Vileta, no Marco, está sempre cheio de entulhos, causando transtornos aos moradores das proximidades.
De acordo com a comerciante Cristiane Araújo, 36, o local acabou sendo visto como depósito de lixo. “Vem gente de toda parte jogar lixo aqui, no canal da Visconde. Se a Prefeitura de Belém manda limpar, 10 minutos depois já tem lixo”, afirma. O DIÁRIO contatou com a Prefeitura de Belém. Porém, até o fechamento desta edição, não houve retorno.
(Pryscila Soares/Diário do Pará)
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