Exatos dois anos após o acidente trágico que tirou a vida do jovem Cassyus Augusto Ramos, na época com 25 anos, e do mototaxista José de Souza Trindade, o sentimento ainda é de indignação e revolta para a família da vítima.
No dia 27 de abril no cruzamento da Alcindo Cacela com Conselheiro Furtado, uma colisão entre um carro conduzido pela advogada Darlene Pantoja, colidiu com uma motocicleta conduzida pelo mototaxista José e que tinha Cassyus como passageiro.
Testemunhas chegaram a afirmar que a advogada estava embriagada no momento do acidente, porém, em julgamento no dia 25 de maio de 2015, ela foi absolvida. Ela respondia por homicídio culposo (quando não há intenção).
Em entrevista ao DOL, Marigilda Fonseca, mãe de Cassyus, falou do sentimento e da dor após dois anos do acidente que tirou a vida do filho. “Ela foi considerada inocente e isso é muito decepcionante. Na época da decisão eu não recorri porque não tinha dinheiro. Até hoje me sinto impotente. Não sei que Justiça é essa. Não fiz mais mobilização, pois me sentia tão fraca e não tinha força”, lamenta. A colisão foi tão forte que José de Souza, que dirigia a moto, foi arremessado contra o portão de um edifício localizado na esquina. Já o carro da advogada capotou e acertou outros veículos que estavam parados no local.
“As pessoas diziam que ela estava embriaga e ela saiu ilesa, mas a vida do meu filho se foi. Sempre alguém dizia que estava na boate onde ela estava bebendo antes do acidente, que ela estava embriagada, outros falaram que viram quando ela saiu do carro e depois sumiu. Nela (Darlene) ninguém fez exame de dosagem alcoólica. Ela fugiu do flagrante. Todas as testemunhas sumiram. Como não se sentir decepcionado com isso?”, questiona Marigilda.
A mãe de Cassyus acusa também a polícia de ter sido omissa no caso. “O delegado José Maria não pediu o exame de dosagem alcoólica. O escrivão disse que ela estava embriagada, depois ele mudou e versão. Eles foram muito omissos. Agora se ela tivesse morrido no acidente, meu filho estaria preso. É muito triste essa situação”.
Marigilda Fonseca conta que até hoje a saudade do filho é muito grande. “Ele estava na melhor fase de sua vida. Pra mim as lembranças ficam são as melhores. O Cassyus sempre acordou de bom humor, jogava bola todo dia. Ela era muito brincalhão. Agora fica só a saudade”.
(DOL)
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