A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu durante o fim de semana 120 metros cúblicos de madeira serrada de várias espécies que estavam sendo transportadas ilegalmente em cinco caminhões. O primeiro flagrante aconteceu no quilômetro 55 da rodovia BR-010, próximo ao munícipio de Ulianopólis, região sudeste do Pará.
A apreensão aconteceu quando dois agentes da PRF abordaram um caminhão com placa do estado de Alagoas e durante a fiscalização os agentes constataram que o veículo transportava 63 metros cúbicos e ao ser solicitada a documentação, o motorista disse aos policiais que não possuia as documentações fiscais e ambientais e também foi constatado que um dos caminhões não possuía Tacógrafo.
A madeira teria sido embarcada numa serraria clandestina localizada no quilômetro 60 da estrada Cauaxi, município de Paragominas, região nordeste do Pará. Segundo a PRF, a carga tinha como destino uma madeireira localizada em Alagoas e cada um receberia cerca de R$ 700 reais para fazerem o transporte.No município de Dom Eliseu, os agentes abordaram no quilômetro 19 da BR-010 o caminhão com placa do Piauí.
Durante a fiscalização, ao ser solicitado a documentação da carga, o condutor apresentou uma guia florestal vencida há cinco dias transportando 22 metros cúbicos de madeira “serrada”. O motorista afirmou que havia carregado a madeira em Paragominas e teria como destino uma madeireira localizada em Teresina, e receberia pelo transporte cerca de R$ 2.500.
Os agentes da PRF constataram que o mesmo motorista já havia sido autuado pela PRF no final do ano passado pelo mesmo crime ambiental e após consulta aos sistemas de informação, também constataram uma restrição judicial para o caminhão. Segundo o motorista, seu caminhão havia sido apreendido anteriormente quando cometeu outro crime ambiental, mas uma decisão judicial a seu favor liberou o caminhão.

Foto: divulgação/PRF
Ainda em Dom Eliseu, os agentes da PRF abordaram o caminhão trator com placa da Paraíba, e durante a fiscalização do veículo e da carga, o condutor do caminhão não portava as documentações ambientais para o transporte de cerca de 500 estacas de madeira. Momentos depois um motoboy chegou ao local da fiscalização e entregou ao motorista a documentação da carga, mas os agentes da PRF verificaram a documentação e constataram que o percurso previsto para aquele documento florestal não era o que havia sido realizado pelo motorista.
A documentação informava que o percurso seria realizado na BR-153, passando por Marabá e Rondon do Pará, mas o motorista teria carregado a madeira em Tomé-Açu e teria seguido por Paragominas, pela BR-010. A carga tinha como destino uma madeireira localizada no Mato Grosso do Sul e o motorista receberia pelo transporte cerca de R$ 5.500.
Os agentes da PRF também abordaram um caminhão com placa de Goiânia que transportava cerca de 25 metros cúbicos de madeira serrada de diversas espécies. O documento florestal apresentado pelo motorista estava vencido há mais de dez dias. Também foi constatado que o documento indicava que a carga foi embarcada em Manaus, mas teria sido deixada em uma madeireira localizada em Paragominas, próximo ao quilômetro 12, e seguiria para Tocantins.
O motorista afirmou que receberia pelo transporte aproximadamente R$ 3.000.Os cinco crimes ambientais configurados em Lei foi lavrado o Termo Circunstanciado de Ocorrência, os veículos e as madeiras ficaram retidos no posto da PRF a disposição dos órgãos ambientais.
(Com informações da PRf)
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