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Alunos de escola têm de consertar carteiras

A manhã de ontem deveria ter sido de aulas para os alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Helena Guilhon, no bairro do Coqueiro, em Belém. Porém, as atividades iniciaram com alunos e professores lavando e consertando as carteiras que deve

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A manhã de ontem deveria ter sido de aulas para os alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Helena Guilhon, no bairro do Coqueiro, em Belém. Porém, as atividades iniciaram com alunos e professores lavando e consertando as carteiras que deveriam ser utilizadas em sala de aula. A medida foi necessária porque a escola não recebeu retorno para os pedidos de carteiras novas feitas ao Governo de Simão Jatene.

Aluna do 1º ano do ensino médio, Andrea Cybelle, 15 anos, começou a estudar há pouco tempo na escola. Logo percebeu os transtornos causados pelo problema da falta de carteiras. “Sem carteiras em uma sala, os alunos vão pegar em outras. Quando chegam os que estavam atrasados, ficam sem ter onde sentar”, afirma.

Diante das circunstâncias, a estudante não hesitou em participar do mutirão de limpeza e manutenção das carteiras que estavam danificadas. Com uma esponja e um balde de água em mãos, a aluna e seus colegas passaram a manhã de ontem fazendo um serviço que deveria ser responsabilidade do Governo. “Me deparei com essa situação e resolvi ajudar”, diz.

O aluno do 2º ano do ensino médio e membro do conselho do Grêmio Estudantil, Henrique Matheus, 18 anos, conta que as carteiras quebradas ficavam empilhadas em uma sala à espera de manutenção. Vendo o problema se agravar, a direção da escola pediu novas carteiras para a escola. Entretanto, não houve resposta.

“Queremos que o Governo e a Seduc (Secretaria de Estado de Educação pudessem manifestar vontade de ajudar a escola porque essa é a obrigação deles”, destaca. Professor de língua inglesa na escola, Sidney Silva aponta que a iniciativa de fazer o mutirão surgiu com a proximidade das avaliações, que devem iniciar no próximo dia 20. “As avaliações já iam começar e não temos carteiras suficientes para colocar os alunos
em sala de aula”, informa.

PROBLEMAS

Além das carteiras, outros problemas estruturais estão prejudicando o aprendizado dos alunos. Ainda segundo o professor, o barulho externo e das outras salas atrapalham as aulas, já que as salas de aula têm grades no lugar das portas. “Há um projeto há mais de 10 anos para climatizar as salas, mas nunca ocorre”.

Na sala de informática, muitos computadores. Mas, segundo os alunos, apenas 4 estão funcionando. Eles também reclamam que há ventiladores sem funcionar e goteiras nas salas de aula. “Há duas semanas estamos sem merenda pela manhã”, afirma a estudante da 7ª séria do ensino fundamental, Kelly Nunes, 16 anos. “Quanto tem lanche é só bolacha e sem suco”, reclama.

(Cintia Magno/Diário do Pará)

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