Foi agachada por entre o mato alto e protegida do sol por uma sombrinha que a aposentada Sandra Nunes, 62, rezou na manhã de ontem em homenagem à mãe e à filha sepultadas no cemitério do Tapanã, em Belém. Às vésperas do Dia das Mães, as condições do local causavam indignação aos visitantes. O mato entre as sepulturas é tão alto que, por vezes, encobre os túmulos. “Essa situação é uma calamidade”, reclama Sandra. Ainda que, na manhã de ontem, alguns trabalhadores fossem vistos capinando o mato da área próxima à entrada do cemitério, Sandra critica. “Todo mês eu venho aqui, porque, se a gente não pagar alguém para acompanhar, fica tudo ao deus-dará”, diz.
INSEGURANÇA
A insegurança é outro problema. “É uma avacalhação! A situação aqui é a pior que eu já vi”, observa a doméstica Maria Santana Quaresma, 58. A aposentada Cassilda Costa, 80 anos, faz coro. “A sensação de ver o seu ente querido enterrado num lugar assim é a pior possível”, avalia. “O nosso prefeito não está fazendo nada por ninguém”, protesta.
Em nota, a Prefeitura de Belém informa que realiza de forma permanente a manutenção dos cemitérios da capital. De acordo com a Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), durante o fim de semana do Dia das Mães, as necrópoles da capital paraense funcionarão no horário das 7h às 18h.
(Cintia Magno/Diário do Pará)
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