Embora a campanha do Paysandu não seja tão empolgante no returno (o time acumula seis empates e apenas uma vitória desde o fim da fase de grupos do primeiro turno), a marca de 24 jogos invictos merece respeito. Desde a partida contra o América-MG, pela 34ª rodada da Série B, no dia 3 de novembro de 2015, o Papão não sabe o que é sair derrotado de campo.
De lá para cá, entraram nessa estatística os jogos da Série B, Copa Verde, Copa do Brasil e deste Parazão, que pode garantir ao clube um título invicto após 14 anos! As duas últimas vezes que os bicolores levantaram o troféu de campeão paraense sem sofrer nenhuma derrota foram títulos marcantes – o tricampeonato, em 2002, e a conquista de 1998.
O mais recente título invicto, em 2002, marcou o início do que seria o ápice da era Givanildo Oliveira. Campeão paraense em 2000 e 2001, o Paysandu chegou ao tri, marca que não atingia desde a série de 1980-81-82, quase 20 anos antes.
Naquele time mágico, que conquistaria no mesmo ano a Copa Norte e a Copa dos Campeões, estava o meia Vélber, único remanescente ainda em atividade no clube, além do volante Rogerinho, que hoje em dia é auxiliar técnico de Dado Cavalcanti. Para levantar o troféu, o Papão disputou 18 jogos, com 14 vitórias e quatro empates.
O título de 98 pode não ter sido tão espetacular quanto o de 2002, mas para o torcedor bicolor que acompanhou o time durante os anos 90, valeu muito mais. Após ver o Clube do Remo ser pentacampeão e, pior, aguentar um jejum de 33 jogos sem vencer o rival, as glórias retornaram com uma conquista invicta.
Comandado por Joãozinho Rosas, o time chegaria próximo do acesso à Série A no fim da temporada, mas parou nas semifinais da Série B. A base que conquistou tudo no início dos anos 2000 começou a ser montada ali, com Ronaldo, Sérgio, Jóbson, Luís Carlos Trindade e Zé Augusto. Para chegar ao título, o time alviceleste jogou 19 vezes, com 11 vitórias e oito empates.
(Taion Almeida)
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