Mãe há 3 anos e meio, a administradora Arlene Conceição, 54 anos, teve a manhã do Dia das Mães embalada pelo som da risada do filho Samir. No dia em que é homenageada, ela não conseguia pensar em presente melhor do que ver a alegria de quem realizou o sonho da maternidade. “O meu maior presente foi Deus quem me deu, é o meu filho”, destacou.
Arlene e outras mães aproveitaram a tranquilidade da praça do Horto Municipal, no bairro de Batista Campos, em Belém, para curtir os filhos. Enquanto embalava Samir no balanço, a administradora recordava da época em que vivenciar tais momentos era apenas um sonho. “Foi uma longa espera para que eu pudesse viver isso”, disse, emocionada. “Eu fui mãe já madura e percebi que eles fazem a gente voltar a ser criança”.
Ao lado de Dherick, de 2 anos, a dentista Marília Leal, 38 anos, comemorava a possibilidade de ver o filho com saúde e se desenvolvendo. Apesar de a data ser dedicada a ela, enquanto mãe, cada conquista do filho era comemorada como sendo a sua própria. “O que eles nos trazem de felicidade recompensa
qualquer coisa”, afirmou.
Com os filhos já em outra fase da vida, a professora Nilza Freitas, 53, também aproveitou um Dia das Mães diferente. O local escolhido para reunir os filhos foi a Praça da República. Encontrada uma boa sombra debaixo de uma árvore, a toalha estendida na grama virou a mesa do café da manhã. “É um dia das mães maravilhoso”. Acompanhado da irmã Rhuana Freire, 10, o engenheiro Lucas Freire, 24, pensou na alternativa como uma forma de fazer o que nem sempre é possível, diante da rotina agitada. “Durante a semana, a gente não consegue fazer as refeições juntos. É uma maneira de estarmos unidos”, falou.
FAMÍLIA
Também abrigada na sombra de uma árvore, a pensionista Maria dos Anjos, 82, contemplava parte de sua grande conquista. Mãe de 7 filhos, avó e bisavó, ela não cansava de observar a família que se divertia na praça. “O meu Dia das Mães está maravilhoso. Eu sou abençoada”, disse. Mesmo emocionada por ter perto parte da família, a senhora não deixava de lembrar dos 3 filhos que não moram em Belém e que não puderam estar com ela na data. “O coração fica dividido, mas
coração de mãe é assim.”
(Cintia Magno/Diário do Pará)
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