Via de acesso a instituições como a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), a avenida Perimetral, em Belém, tem preocupado moradores e quem precisa transitar pelo local. Apesar de asfaltada em boa parte do trecho, que vai da avenida João Paulo II até o portão de acesso ao Hospital Bettina Ferro e Souza, a via apresenta problemas.
Os transtornos são agravados pela paralisação das obras de duplicação da via, feita pelo Governo do Estado. No trecho em que o asfalto não chegou - do portão da UFPA que dá acesso ao Bettina Ferro até o terminal rodoviário da universidade -, o que se vê é uma pista formada por terra batida. Sem sinalização de acostamento, os carros circulam no trecho ainda nos 2 sentidos.
A comerciante Milane Souza, 31 anos, lamenta que a obra tenha sido paralisada há quase 20 dias. “A minha filha tem de tomar antialérgico por causa dessa poeira que sobe da rua quando os carros passam”, reclama. Sem que uma nova data tenha sido apresentada à comunidade para o término das obras, os moradores da área seguem convivendo com os problemas.
Além da poeira, a comerciante aponta que não é incomum que alguns motoristas optem por transitar pelas calçadas para fugir de alagamentos em dias de chuva. “A gente já nem pode mais sentar na porta de casa porque tem medo que um carro venha para cima da gente”, afirma.
BURACOS
Mesmo na área asfaltada, não faltam problemas. Partindo do meio fio, buracos já começam a danificar a pista. Dono de um comércio próximo ao trecho esburacado, o autônomo Manoel da Paz, 52, conta que há poucos dias parte da carga de um caminhão caiu, após inclinar em decorrência de um buraco. “Asfaltaram, porém acabaram quebrando uma parte de novo para fazer um serviço e ficou assim”, diz.
Segundo o morador, a previsão era de que a pista fosse concluída em março deste ano. “Essa obra já está igual a uma novela. Eles paralisaram tudo de vez mesmo agora”, afirma. Ao longo da manhã de ontem, não foram vistas máquinas nem homens trabalhando no local.
Moradora da avenida há 20 anos, a diarista Elizabeth Gonçalves, 53, se mostra impaciente com a situação provocada pela obra interrompida. “Na última sexta-feira, uma criança foi até atropelada aqui”, lembra. Ela também reclama que em alguns trechos da via, nas proximidades do muro da Eletronorte, não há calçamento que permita o trânsito de pedestres. “A nossa situação está difícil mesmo”, lamenta.
RESPOSTA
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop) explica que a duplicação da Perimetral abrange uma área de quase 5Km. A 1ª fase está com 95% das obras concluídas, entre a João Paulo II e a entrada do Parque Tecnológico da UFPA. A 2ª fica entre o Parque Tecnológico e o terminal de ônibus da UFPA. Segundo a nota, a obra completa, que vai até o terminal de ônibus da UFPA, deve terminar em agosto.
(Cintia Magno/Diário do Pará)
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